Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2021
É o útil no acompanhamento dos pacientes que apresentam infecções urinárias de repetição. Avalia a função tubular e a estrutura anatômica do córtex renal. Utiliza-se a administração intravenosa de um radiofármaco. É um método confiável e acurado para o diagnóstico e acompanhamento de cicatrizes renais. Trata-se da:
Cintilografia DMSA: padrão-ouro para avaliar cicatrizes renais e estrutura cortical em ITU de repetição.
A cintilografia renal com DMSA (ácido dimercaptosuccínico) é o exame mais sensível e específico para avaliar a morfologia e a função do córtex renal, sendo crucial no diagnóstico de cicatrizes renais após infecções urinárias de repetição, especialmente em crianças, e na avaliação de pielonefrite aguda.
A cintilografia renal com DMSA (ácido dimercaptosuccínico) é um exame de medicina nuclear de grande valia na nefrologia, especialmente no acompanhamento de pacientes com infecções urinárias (ITU) de repetição, particularmente em crianças. Este método permite uma avaliação detalhada da função tubular e da estrutura anatômica do córtex renal, sendo considerado o padrão-ouro para o diagnóstico e acompanhamento de cicatrizes renais, que são sequelas importantes da pielonefrite aguda. O DMSA é um radiofármaco que, após administração intravenosa, é seletivamente captado e retido pelas células dos túbulos renais proximais. Áreas do córtex renal que sofreram dano inflamatório e desenvolveram cicatrizes apresentam uma redução ou ausência na captação do DMSA, que é visualizada como defeitos de perfusão nas imagens cintilográficas. Isso permite identificar com precisão as áreas de parênquima renal lesado, fornecendo informações cruciais para o prognóstico e manejo a longo prazo, como a necessidade de profilaxia antibiótica ou correção de refluxo vesicoureteral. Além da detecção de cicatrizes, a cintilografia com DMSA também é útil na avaliação da pielonefrite aguda, onde áreas de inflamação podem mostrar captação diminuída do radiofármaco. É um método confiável e acurado, com baixa exposição à radiação, tornando-o seguro para uso pediátrico. A interpretação dos resultados deve ser feita em conjunto com a história clínica e outros exames complementares para guiar a conduta terapêutica e preventiva, visando preservar a função renal e evitar a progressão para doença renal crônica.
A principal indicação é a avaliação do parênquima renal, especialmente para detectar cicatrizes renais (lesões corticais permanentes) após episódios de pielonefrite, avaliar a função renal diferencial entre os rins e diagnosticar pielonefrite aguda em casos selecionados, principalmente em crianças com infecção urinária febril.
O DMSA é um radiofármaco que se liga aos túbulos renais proximais. Em áreas com cicatrizes renais, há perda de parênquima funcionante, resultando em captação reduzida ou ausente do radiofármaco nessas regiões, que aparecem como defeitos de perfusão nas imagens cintilográficas.
A cintilografia com DMSA avalia a função e morfologia do córtex renal de forma mais sensível para cicatrizes. A urografia excretora, embora também forneça informações anatômicas, foca mais no sistema coletor e ureteres, sendo menos sensível para lesões parenquimatosas focais e expondo a maior dose de radiação ionizante.
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