SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Na avaliação do tratamento de pacientes com infecção do trato urinário, o exame que é capaz de detectar lesões ou displasias do parênquima renal, além de ser sensível para o diagnóstico precoce das lesões corticais agudas decorrentes de processo infeccioso local é:
Cintilografia renal DMSA = padrão ouro para detectar lesões parenquimatosas renais e cicatrizes pós-ITU, especialmente em crianças.
A cintilografia renal estática com DMSA (ácido dimercaptosuccínico marcado com Tecnécio-99m) é o exame mais sensível para identificar lesões corticais agudas (pielonefrite aguda) e cicatrizes renais permanentes após infecções do trato urinário, avaliando a função e morfologia do parênquima renal.
A avaliação de pacientes com infecção do trato urinário (ITU), especialmente em crianças e casos recorrentes, exige exames de imagem que possam identificar danos ao parênquima renal. A cintilografia renal estática com DMSA (ácido dimercaptosuccínico marcado com Tecnécio-99m) é considerada o padrão ouro para a detecção de lesões parenquimatosas renais, tanto agudas (pielonefrite aguda) quanto crônicas (cicatrizes renais). Sua alta sensibilidade permite um diagnóstico precoce e preciso dessas alterações. O radiofármaco DMSA é captado e retido pelas células tubulares renais, refletindo a massa funcional do parênquima. Em áreas afetadas por pielonefrite aguda, há uma redução da captação do DMSA devido à inflamação e edema, aparecendo como áreas hipocaptantes. Se essas lesões não cicatrizarem adequadamente, podem evoluir para cicatrizes renais permanentes, que também são visualizadas como áreas de captação reduzida ou ausente, indicando perda de função renal. Para residentes, é crucial entender que, enquanto a ultrassonografia de vias urinárias é um exame inicial importante para avaliar a anatomia e detectar obstruções, ela possui baixa sensibilidade para lesões parenquimatosas agudas. A urografia excretora, embora útil para anatomia, expõe a radiação e contraste. A cintilografia DMSA, por sua vez, é insubstituível na detecção de lesões corticais e cicatrizes, sendo fundamental no manejo de ITUs complexas e na prevenção de sequelas renais a longo prazo.
A principal indicação é a detecção de pielonefrite aguda e a identificação de cicatrizes renais permanentes, que são marcadores de dano renal e risco de hipertensão ou doença renal crônica, especialmente em crianças com ITU febril.
O DMSA é um radiofármaco que se liga aos túbulos renais. Áreas de inflamação aguda (pielonefrite) ou cicatrizes apresentam captação reduzida ou ausente do radiofármaco, aparecendo como defeitos de perfusão ou áreas hipocaptantes nas imagens.
A ultrassonografia é preferível para avaliar a anatomia das vias urinárias, detectar hidronefrose, malformações, cálculos ou abscessos. No entanto, sua sensibilidade para lesões parenquimatosas agudas é inferior à da cintilografia DMSA.
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