Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2020
Lactente, sexo masculino, 8 meses de idade, evoluiu com um quadro séptico durante uma primoinfecção urinária febril confirmada. Atualmente, na investigação ambulatorial de suas vias urinárias, além de uma ultrassonografia renal e de vias urinárias, está indicada para esse lactente:
ITU febril em lactente → DMSA-Tc 6 meses após para cicatriz renal.
Em lactentes com ITU febril, a cintilografia renal com DMSA-Tc é o exame padrão-ouro para detectar cicatrizes renais, sequela de pielonefrite aguda. Deve ser realizada cerca de 6 meses após o episódio agudo para melhor avaliação das lesões permanentes.
A infecção do trato urinário (ITU) febril em lactentes é uma condição séria que pode levar a lesões permanentes no parênquima renal, conhecidas como cicatrizes renais. Essas cicatrizes são um fator de risco para hipertensão arterial e doença renal crônica na vida adulta. A investigação adequada é crucial para identificar fatores predisponentes, como o refluxo vesicoureteral, e prevenir recorrências. A ultrassonografia renal e de vias urinárias é o exame inicial para avaliar anomalias anatômicas. No entanto, para a detecção de cicatrizes renais, a cintilografia renal com DMSA-Tc 99m é considerada o padrão-ouro. Este exame deve ser realizado alguns meses após o episódio agudo (geralmente 4 a 6 meses) para permitir a resolução da inflamação aguda e identificar apenas as lesões permanentes. A cistouretrografia miccional (CUM) é indicada para investigar refluxo vesicoureteral, especialmente após uma ITU febril, mas não é o exame primário para cicatrizes. A urografia excretora tem menor sensibilidade para cicatrizes e maior exposição à radiação, sendo menos utilizada atualmente. O DTPA avalia a função renal e obstruções, não cicatrizes.
A cintilografia com DMSA é o exame mais sensível para detectar pielonefrite aguda e cicatrizes renais, que são marcadores de lesão parenquimatosa renal após infecções urinárias.
Recomenda-se realizar o DMSA cerca de 4 a 6 meses após o episódio agudo para avaliar a presença de cicatrizes renais permanentes, distinguindo-as de inflamações agudas.
O DMSA (ácido dimercaptosuccínico) avalia a morfologia e a presença de cicatrizes no parênquima renal. O DTPA (ácido dietilenotriaminopentaacético) avalia a função renal e o fluxo urinário, sendo útil para detectar obstruções.
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