UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2024
Menina, 3 anos de idade, apresenta o segundo episódio de infecção do trato urinário, sendo indicada investigação de cicatriz renal. Com este propósito, qual é o exame indicado?
Investigação de cicatriz renal pós-ITU em crianças → Cintilografia renal com DMSA é o padrão-ouro.
A cintilografia renal com DMSA (ácido dimercaptosuccínico) é o exame de imagem mais sensível e específico para detectar cicatrizes renais (lesões parenquimatosas) após episódios de pielonefrite aguda em crianças. É fundamental na avaliação de crianças com ITUs recorrentes para identificar danos renais e guiar o manejo.
A infecção do trato urinário (ITU) em crianças é uma condição comum que, se não tratada adequadamente, pode levar a complicações graves, como a formação de cicatrizes renais. As cicatrizes renais são lesões permanentes no parênquima renal resultantes de episódios de pielonefrite aguda, especialmente em crianças com refluxo vesicoureteral. Essas cicatrizes podem predispor a hipertensão arterial, proteinúria e doença renal crônica na vida adulta. A investigação de cicatriz renal é crucial em crianças com ITUs recorrentes ou com um primeiro episódio de ITU febril. A cintilografia renal com DMSA (ácido dimercaptosuccínico) é considerada o padrão-ouro para a detecção de cicatrizes renais. Este exame avalia a morfologia e a função do parênquima renal, identificando áreas de captação reduzida do radiofármaco que correspondem às cicatrizes. Outros exames, como a ultrassonografia de rins e vias urinárias, são úteis para identificar anomalias anatômicas e hidronefrose, mas têm baixa sensibilidade para cicatrizes renais. A uretrocistografia miccional é indicada para investigar a presença de refluxo vesicoureteral, um fator de risco importante para pielonefrite e formação de cicatrizes. O manejo adequado da ITU pediátrica e a investigação de suas complicações são essenciais para preservar a função renal a longo prazo.
O objetivo é identificar lesões permanentes no parênquima renal causadas por pielonefrite, que podem levar a complicações futuras como hipertensão arterial, doença renal crônica e proteinúria, permitindo um manejo precoce e preventivo.
A cintilografia com DMSA é o padrão-ouro porque avalia a função e morfologia do parênquima renal, detectando áreas de captação reduzida do radiofármaco, que correspondem a cicatrizes ou áreas de pielonefrite aguda, com alta sensibilidade e especificidade.
A ultrassonografia de rins e vias urinárias é o exame inicial para avaliar anomalias anatômicas e hidronefrose. A uretrocistografia miccional é indicada para investigar refluxo vesicoureteral, especialmente após um primeiro episódio de ITU febril ou em casos de ITUs recorrentes, mas não para a detecção direta de cicatriz renal.
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