UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2022
Considere um paciente de 2 meses de vida, com diagnóstico de infecção urinária febril, por comprovação em urocultura coletada por cateterismo vesical. Ficou em internação hospitalar com tratamento com antibioticoterapia endovenosa por 10 dias. Realizou ultrassonografia, que não evidenciou alteração.Está indicado que em 4-6 meses seja dada continuidade na investigação através do seguinte exame:
Após ITU febril em lactente com USG normal, a cintilografia DMSA é indicada para avaliar cicatrizes renais e dano parenquimatoso.
Em lactentes jovens com ITU febril, mesmo com ultrassonografia renal normal, a cintilografia renal com DMSA é o exame de escolha para detectar cicatrizes renais ou áreas de pielonefrite aguda, que podem indicar dano parenquimatoso e risco de doença renal crônica.
A infecção do trato urinário (ITU) febril em lactentes é uma condição séria que pode levar a danos renais permanentes, como cicatrizes, se não for adequadamente investigada e tratada. A pielonefrite aguda, uma infecção do parênquima renal, é a principal causa dessas cicatrizes. A investigação pós-ITU febril visa identificar fatores de risco e sequelas, como o refluxo vesicoureteral (RVU) e as cicatrizes renais. Após o tratamento da ITU febril, a ultrassonografia renal e de vias urinárias é o primeiro exame de imagem a ser realizado para identificar anomalias anatômicas. No entanto, mesmo com um ultrassom normal, a avaliação do parênquima renal com a cintilografia com DMSA é fundamental. Este exame é o padrão-ouro para detectar cicatrizes renais, que são áreas de perda de função renal e atrofia cortical, indicando dano permanente. A realização da cintilografia com DMSA, geralmente entre 4 a 6 meses após a ITU febril, permite identificar crianças com maior risco de desenvolver doença renal crônica. A detecção precoce de cicatrizes renais pode guiar o manejo, incluindo profilaxia antibiótica e acompanhamento nefrológico, para prevenir futuras infecções e preservar a função renal. Residentes devem estar cientes da importância desse exame no seguimento de ITU febril em pediatria.
A cintilografia renal com DMSA é indicada após uma ITU febril em lactentes, geralmente 4 a 6 meses após o episódio agudo, para avaliar a presença de cicatrizes renais ou dano parenquimatoso, que são complicações potenciais da pielonefrite.
O DMSA (ácido dimercaptosuccínico) é um radiofármaco que se liga ao córtex renal, sendo excelente para avaliar a morfologia e a presença de cicatrizes renais. O DTPA (ácido dietilenotriaminopentacético) é um radiofármaco que é filtrado glomerularmente, sendo utilizado para avaliar a função renal e o fluxo urinário, como na detecção de obstruções.
Não, um ultrassom renal normal não exclui a necessidade de outros exames. Embora o ultrassom possa identificar anomalias anatômicas grosseiras, ele tem baixa sensibilidade para detectar refluxo vesicoureteral de baixo grau ou cicatrizes renais precoces. A cintilografia com DMSA é mais sensível para avaliar o parênquima renal.
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