UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2022
A cintilografia hepatobiliar com ácido iminodiacético pode auxiliar no diagnóstico diferencial entre:
Cintilografia HIDA → diagnóstico colecistite aguda (obstrução ducto cístico) vs. pancreatite aguda (sem obstrução).
A cintilografia hepatobiliar com HIDA é fundamental para diferenciar colecistite aguda de outras causas de dor abdominal superior, como pancreatite aguda, ao avaliar a patência do ducto cístico. A não visualização da vesícula biliar após 60 minutos (ou 4 horas com morfina) sugere obstrução do ducto cístico, característico da colecistite aguda.
A cintilografia hepatobiliar com ácido iminodiacético (HIDA) é um exame de imagem funcional que utiliza um radiotraçador para avaliar a patência do sistema biliar. É uma ferramenta diagnóstica crucial, especialmente em casos de dor abdominal aguda no quadrante superior direito, onde a suspeita de colecistite aguda é alta. Sua importância reside na capacidade de diferenciar condições com apresentações clínicas semelhantes, como a pancreatite aguda. O princípio da HIDA baseia-se na captação do radiotraçador pelos hepatócitos, sua excreção na bile e posterior passagem pelos ductos biliares até a vesícula biliar e o intestino. Na colecistite aguda, a obstrução do ducto cístico, geralmente por um cálculo, impede o enchimento da vesícula biliar pelo radiotraçador. A não visualização da vesícula após 60 minutos (ou 4 horas, ou após administração de morfina) é altamente sugestiva de colecistite aguda. Em contraste, na pancreatite aguda, a via biliar geralmente está patente, e a vesícula biliar se enche normalmente. A interpretação correta da HIDA é vital para guiar a conduta terapêutica. Um resultado positivo para colecistite aguda pode levar à colecistectomia, enquanto um resultado negativo direciona a investigação para outras causas da dor, como pancreatite aguda, que requer um manejo clínico distinto. É um exame de alta sensibilidade e especificidade para colecistite aguda, complementando a ultrassonografia.
Na colecistite aguda, a cintilografia HIDA mostra a não visualização da vesícula biliar após 60 minutos da injeção do radiotraçador, indicando obstrução do ducto cístico.
A HIDA avalia a patência do ducto cístico. Na colecistite aguda, há obstrução e não enchimento da vesícula; na pancreatite aguda, o ducto cístico geralmente está patente e a vesícula se enche.
É indicada principalmente quando há forte suspeita clínica de colecistite aguda, mas a ultrassonografia é inconclusiva, ou para diferenciar de outras causas de dor abdominal superior.
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