FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015
Paciente masculino de 52 anos de idade, bancário, portador de HAS, DM, dislipidemia e com sobrepeso vem apresentando episódios repetidos de dor torácica, levando-o a várias hospitalizações por suspeita de síndrome coronariana aguda. O teste de esforço foi inconclusivo. A abordagem mais apropriada para estratificação da doença coronariana é:
Dor torácica recorrente + teste esforço inconclusivo + alto risco cardiovascular → Cineangiocoronariografia para estratificação definitiva.
Em pacientes com alta probabilidade de doença coronariana (múltiplos fatores de risco, dor torácica recorrente) e testes não invasivos inconclusivos ou de alto risco, a cineangiocoronariografia é o padrão-ouro para diagnóstico e estratificação, permitindo visualização direta das artérias coronárias.
A doença arterial coronariana (DAC) é uma das principais causas de morbimortalidade global, sendo crucial sua estratificação e manejo adequados. Pacientes com múltiplos fatores de risco cardiovascular, como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, dislipidemia e sobrepeso, apresentam maior probabilidade de desenvolver DAC. A dor torácica é o sintoma mais comum, e sua avaliação exige uma abordagem sistemática para diferenciar causas benignas de síndromes coronarianas agudas. A estratificação de risco em pacientes com suspeita de DAC envolve inicialmente testes não invasivos, como o teste de esforço, ecocardiograma de estresse ou cintilografia miocárdica. No entanto, em casos de resultados inconclusivos ou em pacientes com alta probabilidade pré-teste, a necessidade de um método diagnóstico mais definitivo surge. A cineangiocoronariografia, ou cateterismo cardíaco, é o padrão-ouro para o diagnóstico da DAC, permitindo a visualização direta das artérias coronárias e a identificação de estenoses significativas. A indicação da cineangiocoronariografia é fundamental em cenários de alta probabilidade de DAC, testes não invasivos inconclusivos, angina refratária ao tratamento clínico ou síndromes coronarianas agudas. Este procedimento não apenas confirma o diagnóstico, mas também fornece informações anatômicas detalhadas que guiam a decisão terapêutica, seja ela clínica, intervencionista (angioplastia com stent) ou cirúrgica (revascularização do miocárdio). O conhecimento dessas indicações é vital para o residente na tomada de decisão clínica.
Alta probabilidade de doença coronariana é sugerida por múltiplos fatores de risco (HAS, DM, dislipidemia, sobrepeso), dor torácica típica ou atípica recorrente, e alterações em exames não invasivos.
A cineangiocoronariografia é indicada quando há alta suspeita de doença coronariana, testes não invasivos inconclusivos ou de alto risco, e para pacientes com angina refratária ou instável.
A angiotomografia cardíaca é um exame não invasivo para excluir DAC ou avaliar risco intermediário. A cineangiocoronariografia é invasiva, padrão-ouro para diagnóstico e permite intervenção (angioplastia).
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