Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020
Quais das drogas abaixo utilizadas no tratamento da doença arterial periférica é CONTRAINDICADA em pacientes que tenham diagnóstico de insuficiência cardíaca avançada ou disfunção miocárdica?
Cilostazol é contraindicado em IC de qualquer grau → risco de arritmias e piora da função cardíaca.
O cilostazol, um inibidor da fosfodiesterase-3, possui efeitos inotrópicos e cronotrópicos positivos, além de vasodilatação. Por isso, é contraindicado em pacientes com insuficiência cardíaca de qualquer classe funcional, devido ao risco de piora da condição e arritmias.
A doença arterial periférica (DAP) é uma condição comum que afeta milhões de pessoas, caracterizada pela obstrução do fluxo sanguíneo nas artérias não coronarianas e não cerebrais, sendo a claudicação intermitente seu sintoma mais clássico. O manejo da DAP envolve modificação de fatores de risco, exercícios físicos e, em alguns casos, terapia farmacológica. A escolha do medicamento é crucial e deve considerar as comorbidades do paciente. O cilostazol é um fármaco utilizado para melhorar os sintomas da claudicação intermitente, atuando como inibidor da fosfodiesterase-3, o que leva à vasodilatação e inibição da agregação plaquetária. No entanto, seu mecanismo de ação também confere efeitos inotrópicos e cronotrópicos positivos, que podem ser deletérios em pacientes com disfunção miocárdica. Devido a esses efeitos, o cilostazol é formalmente contraindicado em pacientes com insuficiência cardíaca de qualquer classe funcional, pois pode precipitar ou agravar a descompensação cardíaca e aumentar o risco de arritmias. É fundamental que o médico avalie cuidadosamente o histórico cardíaco do paciente antes de prescrever este medicamento, buscando alternativas seguras quando a insuficiência cardíaca estiver presente.
As principais contraindicações do cilostazol incluem insuficiência cardíaca de qualquer etiologia ou gravidade, sangramento ativo, e hipersensibilidade ao fármaco, devido aos riscos de arritmias e piora da função cardíaca.
O cilostazol é um inibidor da fosfodiesterase-3, que aumenta o AMP cíclico, podendo ter efeitos inotrópicos e cronotrópicos positivos. Isso pode agravar a insuficiência cardíaca e aumentar o risco de arritmias, sendo um risco significativo para pacientes com disfunção miocárdica.
Em pacientes com insuficiência cardíaca, as alternativas para claudicação intermitente incluem programas de exercícios supervisionados, controle rigoroso dos fatores de risco cardiovascular e, em casos selecionados, revascularização, evitando fármacos com efeitos cardíacos adversos.
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