Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2020
Assinale a condição em que você espera encontrar numerosos cilindros hemáticos ao exame do sedimento urinário:
Cilindros hemáticos no sedimento urinário → Glomerulonefrite proliferativa ativa (ex: nefrite lúpica).
A presença de cilindros hemáticos no sedimento urinário é um achado patognomônico de glomerulonefrite, indicando sangramento de origem glomerular. A glomerulopatia proliferativa difusa lúpica (Classe IV da nefrite lúpica) é uma das formas mais graves e ativas, caracterizada por inflamação glomerular intensa e, consequentemente, hematúria com cilindros hemáticos.
O exame do sedimento urinário é uma ferramenta diagnóstica fundamental na nefrologia, fornecendo pistas cruciais sobre a etiologia da doença renal. A presença de cilindros hemáticos é um achado de grande valor, pois indica de forma quase patognomônica a ocorrência de sangramento de origem glomerular, característico de uma glomerulonefrite. Esses cilindros são formados pela aglomeração de eritrócitos que extravasam dos capilares glomerulares inflamados e se moldam nos túbulos renais antes de serem excretados. A glomerulopatia proliferativa difusa lúpica (Classe IV da nefrite lúpica) é uma das manifestações renais mais graves do lúpus eritematoso sistêmico, caracterizada por inflamação e proliferação celular significativas em mais da metade dos glomérulos. Essa intensa atividade inflamatória resulta em dano glomerular que permite a passagem de eritrócitos para o filtrado, levando à formação de cilindros hemáticos, além de hematúria dismórfica e proteinúria. Em contraste, outras glomerulopatias como a amiloidose, glomerulopatia membranosa primária e glomerulopatia com lesão mínima, embora possam causar proteinúria e, em alguns casos, hematúria, não são tipicamente associadas à formação de cilindros hemáticos. A amiloidose e a glomerulopatia membranosa primária são mais conhecidas por causar síndrome nefrótica com proteinúria maciça, enquanto a lesão mínima é a principal causa de síndrome nefrótica em crianças, sem inflamação glomerular significativa ou cilindros hemáticos. Portanto, a identificação de cilindros hemáticos direciona fortemente para um diagnóstico de glomerulonefrite proliferativa ativa.
Os sinais de glomerulonefrite ativa incluem hematúria dismórfica (eritrócitos dismórficos), presença de cilindros hemáticos, cilindros granulosos e, por vezes, leucocitúria, indicando inflamação glomerular.
Os cilindros hemáticos são formados pela aglomeração de eritrócitos dentro dos túbulos renais e sua presença indica que o sangramento se origina nos glomérulos, sendo um marcador específico de inflamação glomerular ativa e dano renal.
A glomerulopatia proliferativa difusa lúpica (Classe IV) é caracterizada por proliferação celular endocapilar e/ou extracapilar em mais de 50% dos glomérulos, frequentemente com depósitos imunes subendoteliais e achados clínicos de síndrome nefrítica, incluindo cilindros hemáticos. Outras glomerulopatias, como a membranosa ou lesão mínima, geralmente não apresentam cilindros hemáticos e têm padrões histopatológicos e clínicos distintos.
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