CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2020
Com relação à técnica de cilindros cruzados, é correto afirmar:
Cilindros Cruzados → Refinamento do astigmatismo mantendo o círculo de menor confusão na retina.
A técnica de cilindros cruzados busca a máxima acuidade visual posicionando o círculo de menor confusão (equivalente esférico) exatamente sobre a retina.
A técnica de cilindros cruzados de Jackson é o padrão-ouro para o refinamento subjetivo do astigmatismo. Ela permite determinar com precisão tanto o eixo quanto o poder cilíndrico. A base física do teste reside na manipulação do intervalo de Sturm. Ao realizar o teste, o examinador deve estar atento à resposta do paciente e à manutenção do equivalente esférico. Se o círculo de menor confusão for deslocado para frente ou para trás da retina (por erro na esfera), a sensibilidade do teste de cilindros cruzados diminui drasticamente, levando a prescrições imprecisas.
No astigmatismo, a luz não converge em um ponto, mas em duas linhas focais. O círculo de menor confusão é o ponto médio entre essas duas linhas, onde a imagem, embora borrada, é a mais nítida possível. Na refração, tentamos posicionar esse ponto sobre a retina.
Utiliza-se uma lente que tem poderes cilíndricos iguais mas de sinais opostos em eixos perpendiculares. Ao girar a lente, o paciente compara a nitidez. O objetivo é refinar o eixo e o poder do cilindro da prescrição até que não haja diferença entre as duas posições da lente de teste.
Para cada 0,50 D de mudança no poder cilíndrico, deve-se ajustar 0,25 D no poder esférico em sentido oposto. Isso garante que o círculo de menor confusão permaneça na retina, permitindo que o paciente perceba apenas a mudança na qualidade da imagem devido ao astigmatismo.
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