CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
Um paciente atinge a melhor acuidade visual para longe quando colocamos uma correção de +0,75 DE no refrator sobreposta a um cilindro cruzado de 0,5 D. Uma possível refração deste paciente seria:
Cilindro Cruzado 0,5D = Esfera +0,50 / Cilindro -1,00 (ou vice-versa) → Soma-se à correção esférica.
O cilindro cruzado de Jackson (CCJ) possui um equivalente esférico zero. Um CCJ de 0,5D é composto por uma lente esferocilíndrica de +0,50 DE com -1,00 DC. Somando +0,75 DE a essa combinação, obtemos +1,25 DE -1,00 DC.
A refração clínica exige domínio da óptica física e geométrica. O cilindro cruzado é essencial para o refinamento fino da prescrição de óculos. Quando um examinador utiliza um cilindro cruzado de 0,5D, ele está introduzindo uma variação de 1,00 dioptria de astigmatismo. Nesta questão, a sobreposição de +0,75 DE ao componente esférico do cilindro cruzado (+0,50 DE) resulta em +1,25 DE. O componente cilíndrico permanece -1,00 DC. Este tipo de raciocínio é frequente em provas de título de oftalmologia e exige rapidez na transposição de lentes.
O cilindro cruzado de Jackson é uma ferramenta óptica utilizada no refinamento da refração subjetiva, especificamente para determinar o eixo e a potência do cilindro no astigmatismo. Ele consiste em uma lente com poderes esféricos e cilíndricos de sinais opostos, onde o poder cilíndrico é o dobro do poder esférico, mantendo um equivalente esférico de zero. Isso permite que o médico altere o intervalo de Sturm sem mudar a posição do círculo de menor confusão na retina.
Para converter um cilindro cruzado (ex: 0,50 D) para a notação esferocilíndrica convencional, utiliza-se a regra onde a esfera é igual ao valor nominal positivo e o cilindro é o dobro desse valor com sinal negativo. Assim, um cilindro cruzado de 0,50 D equivale a +0,50 DE combinado com -1,00 DC. Se houver uma lente esférica sobreposta no refrator, basta somar algebricamente os valores das esferas.
O equivalente esférico é calculado pela soma da esfera com metade do cilindro. No caso do cilindro cruzado de 0,50 D (que é +0,50 DE -1,00 DC), o cálculo seria +0,50 + (-1,00 / 2) = 0. Isso é fundamental para que, durante o refinamento do astigmatismo, a imagem permaneça centralizada na retina (círculo de menor confusão), permitindo que o paciente julgue apenas a nitidez baseada na alteração do astigmatismo.
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