CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2012
O teste mostrado na figura é utilizado para:
Maddox duplo → quantifica ciclotorsão (ex: paralisia de IV par ou trauma orbital).
O teste de Maddox duplo é a ferramenta padrão-ouro para a determinação quantitativa de desvios torsionais (inciclodução ou exciclodução) em pacientes com diplopia.
A torção ocular é um componente do estrabismo frequentemente negligenciado na triagem básica, mas vital para o conforto visual. O teste de Maddox duplo utiliza o princípio da dissociação de imagens: cada olho vê uma linha perpendicular ao eixo das estrias do cilindro. Se houver um desvio torsional, as linhas não parecerão paralelas. Clinicamente, a presença de mais de 10 graus de exciclodução no Maddox duplo é altamente sugestiva de paralisia bilateral do IV par, um dado crucial para o planejamento cirúrgico. O teste permite diferenciar se a queixa de diplopia do paciente tem um componente rotacional que precisa ser abordado com cirurgia de oblíquos ou transposição de retos.
Colocam-se cilindros de Maddox em ambos os olhos na armação de prova (geralmente um vermelho e um branco). O paciente observa uma fonte de luz pontual e vê duas linhas. Ele deve girar os eixos dos cilindros até que as duas linhas fiquem paralelas entre si e com o horizonte. O desvio em graus é lido diretamente na armação.
É fundamental na avaliação da paralisia do IV par craniano (nervo troclear), onde ocorre exciclodução, e em traumas orbitais com aprisionamento de músculos oblíquos ou retos, além de desvios torsionais complexos pós-cirúrgicos.
A subjetiva é medida por testes como o Maddox duplo (percepção do paciente). A objetiva é observada pelo examinador através da fundoscopia ou retinografia, analisando a posição da fóvea em relação ao disco óptico.
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