Ciclofotocoagulação Transescleral: Indicações e Pós-operatório

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011

Enunciado

Assinale a alternativa correta sobre a ciclofotocoagulação transescleral:

Alternativas

  1. A) Elevação transitória da pressão intraocular no pós-operatório é infrequente e normalmente pouco significativa
  2. B) Inflamação intraocular com reação de câmara anterior é rara no pós-operatório
  3. C) Sua indicação independe da acuidade visual do paciente
  4. D) Dor mais intensa no período pós-operatório, quando comparada à ciclocrioterapia

Pérola Clínica

Ciclofotocoagulação transescleral → Reduz PIO via destruição do corpo ciliar; picos hipertensivos pós-op são raros.

Resumo-Chave

A ciclofotocoagulação transescleral utiliza laser para destruir parte do corpo ciliar, sendo eficaz em glaucomas refratários com perfil de segurança favorável quanto a picos de PIO.

Contexto Educacional

A ciclofotocoagulação transescleral representa uma ferramenta vital no arsenal do glaucomatologista, especialmente para casos complexos onde a cirurgia convencional (trabeculectomia ou tubos de drenagem) falhou ou não é viável. O procedimento é rápido e pode ser realizado sob anestesia retrobulbar ou peribulbar. A técnica evoluiu da ciclocrioterapia (congelamento) para o laser de diodo contínuo e, mais recentemente, para o laser micropulsado, que oferece um perfil de segurança ainda maior ao evitar o dano térmico excessivo aos tecidos adjacentes, mantendo a eficácia na redução da pressão intraocular.

Perguntas Frequentes

Como funciona a ciclofotocoagulação transescleral?

O procedimento utiliza um laser de diodo (geralmente 810 nm) aplicado através da esclera sobre os processos ciliares. A energia do laser é absorvida pela melanina no epitélio pigmentado do corpo ciliar, causando destruição térmica do tecido. Isso resulta em uma redução direta na produção de humor aquoso, levando à diminuição da pressão intraocular (PIO). É considerado um procedimento ciclodestrutivo.

Quais as indicações para este procedimento?

Historicamente, era reservada para casos de glaucoma terminal com baixo potencial visual (olhos com visão de 'percepção luminosa' ou pior) e dor ocular. No entanto, com o advento de técnicas como a micropulsada, as indicações se expandiram para glaucomas refratários a cirurgias filtrantes ou em pacientes sem condições clínicas para cirurgias incisionais, independentemente da acuidade visual.

Quais as complicações mais comuns?

Embora a alternativa correta aponte que a elevação transitória da PIO é infrequente, outras complicações incluem inflamação intraocular (uveíte), dor (geralmente controlada com medicação), hipotonia ocular, tise bulbar (em casos de destruição excessiva) e redução da acuidade visual. Comparada à ciclocrioterapia, a ciclofotocoagulação a laser apresenta menor incidência de dor intensa e inflamação severa.

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