PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
As famílias passam por diferentes fases e transformações na história de seu desenvolvimento. Cada nova etapa pode gerar um desafio para que a família se organize e volte a ter equilíbrio. Família Meireles: Dona Mercedes tem 64 anos, do lar, casada com seu José. Ela tem diabetes e usa insulina. Sua mãe Dalva, tem 84 anos e mora na mesma casa, é dependente parcialmente dos seus cuidados, pois teve uma fratura de colo de fêmur após queda há 6 meses, está deprimida, mas lúcida. Seu José, 70 anos, já é aposentado, mas faz bicos como contador. Eles têm 3 filhos, 2 moram em outra cidade e a mais nova, Laura, de 39 anos, mora no mesmo terreno, é divorciada e tem 3 filhos de 3 pais diferentes: Pedro, 22 anos, casado, mora em Maringá com a esposa e 2 filhos; Simone, 18 anos, está grávida e não tem relacionamento com o pai do filho, que a abandonou ao descobrir a gestação. E Lucas, de 14 anos de idade.Em relação ao ciclo de vida da família Meireles, assinale a alternativa CORRETA.
Famílias multigeracionais: sobreposição de fases do ciclo de vida é comum, exigindo abordagem flexível.
O ciclo de vida familiar é dinâmico e pode apresentar sobreposições de fases, especialmente em famílias multigeracionais. Profissionais de saúde devem reconhecer essas complexidades para oferecer suporte adequado, focando nas transições e desafios específicos de cada membro e do sistema familiar como um todo.
O ciclo de vida familiar descreve as etapas previsíveis que uma família atravessa ao longo do tempo, desde a formação do casal até o envelhecimento. Cada fase é marcada por tarefas de desenvolvimento e potenciais crises normativas, que exigem adaptação e reorganização familiar. Compreender essas fases é fundamental para a prática médica, pois o contexto familiar influencia diretamente a saúde e o bem-estar dos indivíduos. As crises do ciclo de vida podem ser normativas (previsíveis, como o nascimento de um filho ou a saída dos filhos de casa) ou não normativas (imprevisíveis, como doenças graves ou divórcio). É comum, especialmente em famílias multigeracionais ou com eventos não normativos, que haja sobreposição de fases, como exemplificado pela personagem Laura, que cuida da mãe idosa enquanto lida com os filhos adultos. Essa complexidade exige uma visão sistêmica do profissional de saúde. A abordagem familiar no cuidado à saúde permite identificar os recursos e desafios de cada etapa, promovendo a resiliência familiar. Orientar sobre a flexibilidade de papéis, a comunicação e a busca por autonomia, quando apropriado, são intervenções importantes. Reconhecer que a aposentadoria ou a dependência de um idoso são marcos significativos que demandam adaptação é crucial para um cuidado integral.
As fases incluem formação do casal, família com filhos pequenos, família com adolescentes, família com filhos adultos, e família no estágio tardio da vida, cada uma com tarefas de desenvolvimento e desafios específicos.
A sobreposição de fases, como cuidar de pais idosos e ter filhos adultos, pode gerar estresse, conflitos de papéis e exigir novas adaptações nos relacionamentos e na estrutura familiar.
Conhecer o ciclo de vida familiar permite ao profissional de saúde compreender o contexto biopsicossocial dos pacientes, identificar crises normativas e não normativas, e oferecer suporte mais direcionado e eficaz para a família.
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