UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023
O modelo linear do ciclo da resposta sexual de Masters e Johnson (1960) modificada por Kaplan em 1979 é:
Modelo de Kaplan (Masters e Johnson modificado) = Desejo → Excitação → Orgasmo → Resolução.
O modelo de Kaplan, uma modificação do modelo de Masters e Johnson, adicionou a fase do Desejo antes da Excitação, tornando a sequência Desejo, Excitação, Orgasmo e Resolução, que é fundamental para a compreensão das disfunções sexuais.
O estudo da resposta sexual humana é um campo essencial na medicina, especialmente em ginecologia, urologia e psiquiatria. O modelo pioneiro de Masters e Johnson, publicado em 1966, descreveu o ciclo da resposta sexual em quatro fases: excitação, platô, orgasmo e resolução. Este modelo foi revolucionário ao demonstrar a fisiologia da resposta sexual de forma objetiva. Posteriormente, em 1979, Helen Singer Kaplan propôs uma modificação importante, simplificando a fase de platô e, mais significativamente, introduzindo a fase do desejo como o primeiro componente do ciclo. Assim, o modelo de Kaplan passou a ser Desejo, Excitação, Orgasmo e Resolução. Essa inclusão do desejo foi crucial, pois reconheceu a importância dos fatores psicológicos e interpessoais no início da atividade sexual. A compreensão desse modelo é fundamental para o diagnóstico e tratamento das disfunções sexuais. Ao identificar em qual fase a disfunção ocorre, os profissionais de saúde podem direcionar suas intervenções de forma mais eficaz, seja abordando questões de desejo, excitação, orgasmo ou dor. É um conhecimento básico para residentes que lidam com a saúde sexual de seus pacientes.
O modelo original de Masters e Johnson descrevia as fases de Excitação, Platô, Orgasmo e Resolução. Kaplan modificou-o, simplificando o Platô e, crucialmente, adicionando a fase de Desejo como a primeira etapa, tornando-o Desejo, Excitação, Orgasmo e Resolução.
A fase do desejo é fundamental porque é o ponto de partida para a atividade sexual. Sua ausência ou disfunção (transtorno do desejo sexual hipoativo) pode impedir o início da resposta sexual, sendo uma das queixas mais comuns em sexologia clínica.
O modelo fornece uma estrutura para identificar em qual fase da resposta sexual a disfunção pode estar ocorrendo (ex: transtorno do desejo, transtorno da excitação, transtorno do orgasmo), orientando a avaliação e o tratamento específicos.
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