UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2024
O ciclo menstrual e suas correspondentes alterações corporais são um conjunto de eventos interdependentes do sistema hipotálamo-hipófise-ovariano (HHO) que levam a modificações fisiológicas no organismo da mulher visando à ovulação. Ao final da fase folicular, as células da granulosa passam a expressar também receptores na superfície das células da granulosa, associado à redução dos receptores de hormônio folículo estimulante (FSH) pelo mecanismo de autorregulação, leva à mudança no padrão de dependência do folículo do FSH para uma fase LH-dependente. Esta modificação do padrão de resposta do folículo ao LH é responsável:
Pico de LH → ovulação via prostaglandinas e enzimas proteolíticas, levando à extrusão do óvulo.
O pico de LH no final da fase folicular é o gatilho para a ovulação. Ele induz a luteinização das células da granulosa e da teca, a produção de prostaglandinas e enzimas proteolíticas, que enfraquecem a parede folicular e promovem a contração muscular, culminando na extrusão do óvulo.
O ciclo menstrual é um processo complexo regulado pelo eixo hipotálamo-hipófise-ovariano (HHO), culminando na ovulação. A fase folicular é caracterizada pelo crescimento e maturação de um folículo dominante sob a influência do FSH. À medida que o folículo amadurece, as células da granulosa produzem estrogênio, que, ao atingir um limiar, provoca um feedback positivo no hipotálamo e hipófise, levando ao pico de LH. O pico de LH é o evento crucial que desencadeia a ovulação. Ele induz uma série de mudanças no folículo pré-ovulatório, incluindo a luteinização das células da granulosa e da teca, a reativação da meiose do oócito (que estava parada em prófase I) e, mais diretamente relacionado à extrusão do óvulo, a produção de mediadores inflamatórios. Entre esses mediadores, as prostaglandinas (especialmente PGE2 e PGF2α) e as enzimas proteolíticas (como colagenases e plasminogênio ativador) desempenham papéis essenciais. As prostaglandinas promovem a contração das células musculares lisas na parede folicular, enquanto as enzimas digerem a matriz extracelular e a parede do folículo, enfraquecendo-a. Essa combinação de contração e digestão leva à ruptura do folículo e à extrusão do oócito secundário, que é então captado pela tuba uterina.
O principal evento é o pico de Hormônio Luteinizante (LH), que ocorre no meio do ciclo menstrual, cerca de 24-36 horas antes da ovulação.
O pico de LH induz a produção de prostaglandinas e enzimas proteolíticas no folículo. As prostaglandinas causam contração da musculatura lisa folicular, enquanto as enzimas digerem a parede folicular, facilitando a ruptura e a liberação do óvulo.
As células da granulosa, sob estímulo do FSH e posteriormente do LH, produzem estrogênios e, após o pico de LH, passam a expressar receptores de LH, sofrem luteinização e produzem progesterona, preparando o folículo para a ovulação.
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