HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2024
Considerando a fisiologia do ciclo menstrual, analise as afirmativas a seguir:I - Os oogônios primários entram em meiose na vida intrauterina para se transformarem em oócitos primários. O desenvolvimento desses oócitos é inibido na prófase I, durante a divisão meiótica. A divisão meiótica prossegue na ovulação, em resposta ao pico de LH. II - Para a maioria das mulheres a fase lútea tem duração estável (14 dias), portanto variações no período do ciclo menstrual resultam de variações na duração da folicular.III - Em resposta à estimulação do FSH, as células tecais sintetizam androgênios, androstenediona e testosterona. As células da granulosa expressam níveis elevados de atividade aromatase em resposta à estimulação do LH e convertem androgênios em estrogênios.IV - O aumento de estradiol no final da fase folicular exerce feedback positivo, tanto no hipotálamo quanto na hipófise para ocasionar o pico de LH. Estão CORRETAS as afirmativas:
Ciclo menstrual: fase lútea ~14 dias estável; variações do ciclo = variações fase folicular.
A duração do ciclo menstrual é primariamente determinada pela fase folicular, que é variável. A fase lútea, por sua vez, é mais constante, durando aproximadamente 14 dias, período essencial para a preparação endometrial para uma possível gravidez. O pico de LH, crucial para a ovulação, é desencadeado por um feedback positivo do estradiol.
O ciclo menstrual é um processo fisiológico complexo que envolve a interação coordenada entre o hipotálamo, a hipófise e os ovários, resultando em alterações cíclicas no útero e na preparação para uma possível gravidez. Compreender sua fisiologia é fundamental para o diagnóstico e manejo de diversas condições ginecológicas, desde irregularidades menstruais até infertilidade. A oogênese, que se inicia na vida intrauterina com a formação dos oócitos primários que param na prófase I da meiose, é um ponto chave. A regulação hormonal do ciclo é caracterizada por duas fases principais: folicular e lútea. A fase folicular é marcada pelo crescimento dos folículos ovarianos sob estímulo do FSH e pela produção crescente de estradiol pelas células da granulosa. A fase lútea, por sua vez, é dominada pela progesterona produzida pelo corpo lúteo pós-ovulação, que prepara o endométrio para a implantação. A duração estável da fase lútea (cerca de 14 dias) contrasta com a variabilidade da fase folicular, que é o principal determinante da duração total do ciclo. Um evento crítico é o pico de LH, que desencadeia a ovulação. Este pico é resultado de um feedback positivo do estradiol sobre o eixo hipotálamo-hipófise, um mecanismo único no ciclo. A correta compreensão da função das células tecais (produção de androgênios sob LH) e da granulosa (conversão de androgênios em estrogênios via aromatase sob FSH) é essencial para entender a esteroidogênese ovariana e suas implicações clínicas.
O ciclo menstrual é regulado por interações complexas entre o hipotálamo (GnRH), a hipófise (FSH e LH) e os ovários (estradiol e progesterona), culminando no pico de LH que desencadeia a ovulação.
A fase lútea tem uma duração relativamente estável de aproximadamente 14 dias, devido à vida útil do corpo lúteo. As variações na duração do ciclo menstrual são predominantemente atribuídas à variabilidade da fase folicular.
No final da fase folicular, o aumento progressivo dos níveis de estradiol atinge um limiar que, em vez do feedback negativo usual, exerce um feedback positivo sobre o hipotálamo e a hipófise, resultando no pico de LH necessário para a ovulação.
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