UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Sobre o ciclo menstrual, assinale a opção incorreta.
Baixos níveis de progesterona na fase lútea causam sangramento irregular (escape), não oligomenorreia; oligomenorreia = ciclos longos.
A progesterona é crucial na segunda fase do ciclo menstrual para estabilizar o endométrio e prepará-lo para a implantação. Baixos níveis de progesterona levam à instabilidade endometrial e sangramentos de escape (metrorragia), enquanto a oligomenorreia é caracterizada por ciclos menstruais longos (>35 dias), geralmente associada a anovulação ou disfunção ovariana.
O ciclo menstrual é um processo complexo e finamente regulado por interações hormonais entre o hipotálamo, a hipófise e os ovários, resultando em mudanças cíclicas no ovário e no útero. Ele é dividido em fase folicular (proliferativa) e fase lútea (secretora), com a ovulação marcando a transição entre elas. Na fase folicular, o estrogênio, produzido pelos folículos em desenvolvimento, é o hormônio predominante, promovendo a proliferação do endométrio. O pico de LH, desencadeado pelo aumento do estrogênio, é crucial para a maturação final do oócito e a ovulação. O oócito é liberado do ovário em metáfase II e só completa a meiose após a fertilização. Após a ovulação, na fase lútea, o corpo lúteo produz progesterona, que se torna o hormônio predominante. A progesterona é responsável pela transformação secretora do endométrio, tornando-o receptivo à implantação. Níveis adequados de progesterona são essenciais para a manutenção da espessura endometrial e para evitar sangramentos irregulares. Baixos níveis de progesterona na segunda fase do ciclo podem levar à instabilidade endometrial e, consequentemente, a sangramentos de escape (metrorragia), mas não são a causa primária de oligomenorreia, que se refere a ciclos menstruais longos (>35 dias) e geralmente está associada a anovulação. Portanto, a alternativa D está incorreta. Ciclos anovulatórios com estrogênio adequado, mas sem oposição da progesterona, podem causar hiperplasia endometrial e sangramentos irregulares ou amenorreia.
O estrogênio, predominante na fase folicular, promove a proliferação do endométrio. A progesterona, predominante na fase lútea, induz a diferenciação secretora do endométrio, preparando-o para a implantação e mantendo sua espessura.
O pico de LH é desencadeado pelo aumento dos níveis de estrogênio e determina o final da maturação oocitária e a ovulação. O oócito é liberado em metáfase II e só completa a meiose após a fertilização.
A deficiência de progesterona na fase lútea leva à instabilidade do endométrio, resultando em sangramentos irregulares ou de escape, pois não há suporte adequado para a manutenção da camada secretora.
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