IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Na fisiologia reprodutiva, é correto afirmar
Degeneração corpo lúteo → ↓ progesterona e inibinas → ↑ FSH para novo ciclo.
A diminuição da produção de progesterona e inibinas pelo corpo lúteo em degeneração remove o feedback negativo sobre o hipotálamo e a hipófise, permitindo o aumento do FSH e o recrutamento de novos folículos para o próximo ciclo menstrual.
A fisiologia reprodutiva feminina é um complexo sistema de interações hormonais que orquestra o ciclo menstrual, preparando o corpo para uma possível gravidez. O ciclo é regulado pelo eixo hipotálamo-hipófise-ovário, com o GnRH hipotalâmico estimulando a hipófise a liberar FSH e LH, que por sua vez atuam nos ovários. A secreção de GnRH é pulsátil, não contínua, o que é fundamental para a regulação da secreção de gonadotrofinas. O corpo lúteo, formado após a ovulação, é uma estrutura temporária que produz principalmente progesterona, além de estrogênio e inibina. Esses hormônios exercem um feedback negativo sobre o hipotálamo e a hipófise, inibindo a secreção de GnRH, FSH e LH. Na ausência de fertilização e implantação, o corpo lúteo degenera (luteólise) cerca de 10 a 14 dias após a ovulação. A degeneração do corpo lúteo resulta em uma queda abrupta nos níveis de progesterona e inibinas. Essa diminuição remove o feedback negativo, permitindo que os níveis de FSH comecem a subir novamente. Esse aumento do FSH é crucial para o recrutamento de um novo coorte de folículos ovarianos para o próximo ciclo menstrual, reiniciando o processo. A compreensão desses mecanismos é vital para o diagnóstico e tratamento de distúrbios reprodutivos.
O corpo lúteo é responsável pela produção de progesterona e, em menor grau, estrogênio e inibina, que são essenciais para a manutenção de um possível início de gravidez e para o feedback negativo sobre a hipófise.
A queda dos níveis de progesterona, devido à degeneração do corpo lúteo na ausência de gravidez, leva à descamação do endométrio (menstruação) e remove o feedback negativo, permitindo o aumento do FSH para iniciar um novo ciclo folicular.
A teoria da dupla célula descreve que as células da teca, sob estímulo do LH, produzem androgênios, que são então transferidos para as células da granulosa. As células da granulosa, sob estímulo do FSH, convertem esses androgênios em estrogênios.
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