HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2024
Mulher de 62 anos encontra-se em internação na UTI com ventilação mecânica invasiva em um modo convencional. Uma das curvas do ventilador é apresentada a seguir.De acordo com essa curva, qual afirmativa é correta sobre a estratégia ventilatória da paciente?
Em ventilação mecânica, ciclagem a volume = fluxo inspiratório constante, volume corrente pré-determinado, tempo inspiratório variável.
Em modos ventilatórios ciclados a volume, o ventilador entrega um volume corrente pré-determinado. O fluxo inspiratório é geralmente constante, e a ciclagem para a fase expiratória ocorre quando o volume programado é atingido, independentemente do tempo inspiratório ou da pressão atingida (até o limite de pressão).
A ventilação mecânica é uma intervenção vital em pacientes críticos, e a compreensão dos modos ventilatórios e a interpretação das curvas do ventilador são habilidades essenciais para o intensivista. Os modos ventilatórios podem ser classificados de diversas formas, sendo uma delas a variável de ciclagem, que determina o término da fase inspiratória. Os principais tipos de ciclagem são a volume, a pressão e a tempo. Na ciclagem a volume, o ventilador entrega um volume corrente pré-determinado, e a fase inspiratória termina quando esse volume é atingido. Nesse modo, o fluxo inspiratório é geralmente constante, e a pressão nas vias aéreas varia de acordo com a complacência e resistência do sistema respiratório do paciente. Já na ciclagem a pressão, o ventilador mantém uma pressão inspiratória fixa por um tempo determinado, e o volume corrente entregue é variável, dependendo da mecânica pulmonar do paciente. A ciclagem a tempo é menos comum em modos convencionais, sendo mais vista em ventilação de alta frequência. A interpretação das curvas de pressão-tempo, fluxo-tempo e volume-tempo é crucial para monitorar a interação paciente-ventilador, identificar assincronias e detectar complicações como auto-PEEP (aprisionamento de ar). O conhecimento da relação I:E (inspiração:expiração) e a capacidade de ajustar os parâmetros ventilatórios são fundamentais para otimizar a ventilação, minimizar lesões pulmonares induzidas pelo ventilador e melhorar o prognóstico do paciente em UTI.
Na ciclagem a volume, o ventilador entrega um volume corrente fixo e a fase inspiratória termina quando esse volume é atingido. Na ciclagem a pressão, o ventilador mantém uma pressão inspiratória fixa por um tempo determinado, e o volume corrente entregue é variável, dependendo da mecânica pulmonar do paciente.
Auto-PEEP (ou PEEP intrínseca) pode ser identificada em curvas de fluxo-tempo quando o fluxo expiratório não retorna à linha de base (zero) antes do início da próxima inspiração, indicando aprisionamento de ar.
A relação I:E (inspiração:expiração) é a proporção entre o tempo inspiratório e o tempo expiratório. Uma relação normal é geralmente de 1:2 a 1:3, mas pode ser modificada para otimizar a ventilação em certas condições clínicas.
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