MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um paciente de 55 anos, acamado devido a sequelas de um acidente vascular cerebral, desenvolve uma úlcera por pressão na região sacral. A lesão possui 6 cm de diâmetro, com perda total da espessura da derme e exposição de tecido subcutâneo. Devido à extensão da perda tecidual e à presença de colonização bacteriana superficial, a equipe de cirurgia decide não realizar a sutura, optando pelo fechamento espontâneo através de curativos seriados. Considerando o mecanismo biológico de reparo envolvido neste caso, qual característica o diferencia fundamentalmente do processo de cicatrização de uma incisão cirúrgica simples?
Feridas deixadas abertas para cicatrizar 'de dentro para fora' sempre resultam em cicatrizes maiores e mais retraídas do que feridas suturadas precocemente.
A cicatrização por segunda intenção é o processo biológico de reparo em feridas onde as bordas não são aproximadas cirurgicamente, comum em úlceras por pressão e feridas infectadas. Diferente da primeira intenção, exige uma fase inflamatória mais longa e a formação de um leito de granulação altamente vascularizado para preencher o defeito tecidual. A contração da ferida, mediada por miofibroblastos, é o mecanismo chave que diferencia este processo, podendo reduzir o tamanho da lesão significativamente antes da reepitelização final. No entanto, o resultado final é uma cicatriz mais proeminente e a perda definitiva de anexos cutâneos como folículos pilosos e glândulas sebáceas.
Porque ela reduz a área de superfície da ferida em até 90%, facilitando o fechamento final pela pele nova (reepitelização).
Os miofibroblastos, que são fibroblastos que adquiriram propriedades contráteis semelhantes às células musculares lisas.
Não. A casca (crosta) é sangue e exsudato seco na superfície; o tecido de granulação é o tecido vivo, vermelho e úmido que cresce no fundo da ferida.
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