Cicatrização de Feridas: Fases, Células e Terapia Hiperbárica

UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020

Enunciado

Sobre o processo de cicatrização de feridas, podemos afirmar como verdadeiras: I. Na fase inflamatória da ferida, há maior permeabilidade vascular, migração de células por quimiotaxia, secreção de citocinas e fator de crescimento. II. A angiogênese, necessária para manter o ambiente de cicatrização das feridas, ocorre na fase proliferativa. III. A função primária dos fibroblastos é sintetizar colágeno, que eles começam a produzir durante a fase celular da maturação. IV. A terapia com oxigênio hiperbárico envolve inalação de oxigênio a 100% em pressões de 1,9 a 2,5 atm, o que é suficiente para suprir as necessidades metabólicas do tecido em cicatrização, mesmo em condições precárias de oxigênio.

Alternativas

  1. A) I, II, III.
  2. B) I, II, IV.
  3. C) I, III, IV.
  4. D) II, III, IV.

Pérola Clínica

Cicatrização: Inflamatória (permeabilidade, quimiotaxia), Proliferativa (angiogênese, fibroblastos produzem colágeno), Remodelação (maturação colágeno). TOH auxilia em hipóxia.

Resumo-Chave

A fase inflamatória é marcada por vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular e migração de células inflamatórias. A fase proliferativa é caracterizada pela angiogênese e pela proliferação de fibroblastos que iniciam a síntese de colágeno. A terapia com oxigênio hiperbárico (TOH) eleva significativamente a pressão parcial de oxigênio nos tecidos, otimizando a cicatrização em ambientes hipóxicos.

Contexto Educacional

O processo de cicatrização de feridas é um fenômeno biológico complexo e dinâmico, essencial para a restauração da integridade tecidual após uma lesão. Ele é didaticamente dividido em fases sobrepostas: inflamatória, proliferativa e de remodelação, cada uma com eventos celulares e moleculares específicos que são cruciais para o sucesso do reparo. A fase inflamatória, que se inicia imediatamente após a lesão, é caracterizada por hemostasia, vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular, permitindo a migração de células inflamatórias (neutrófilos, macrófagos) para o local da ferida. Essas células removem detritos e patógenos, além de liberar citocinas e fatores de crescimento que sinalizam o início da próxima fase. A fase proliferativa é marcada pela formação do tecido de granulação, que inclui angiogênese (formação de novos vasos), proliferação de fibroblastos e deposição de colágeno tipo III. Os fibroblastos são os principais responsáveis pela síntese de colágeno, que começa nesta fase, e pela contração da ferida. A fase de remodelação, por sua vez, envolve a maturação do colágeno (substituição do tipo III pelo tipo I) e a reorganização da matriz extracelular, aumentando a resistência tênsil do tecido. A terapia com oxigênio hiperbárico (TOH) é uma modalidade adjuvante que, ao fornecer oxigênio a altas pressões, otimiza o ambiente tecidual para a cicatrização, especialmente em condições de hipóxia.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características da fase inflamatória da cicatrização?

A fase inflamatória é a primeira etapa, caracterizada por hemostasia, vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, migração de neutrófilos e macrófagos por quimiotaxia, e liberação de citocinas e fatores de crescimento para limpar a ferida e iniciar o reparo.

Em qual fase da cicatrização ocorre a angiogênese e a síntese inicial de colágeno?

A angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos) e a síntese inicial de colágeno pelos fibroblastos ocorrem predominantemente na fase proliferativa, que é crucial para a formação do tecido de granulação e o fechamento da ferida.

Como a terapia com oxigênio hiperbárico (TOH) auxilia na cicatrização de feridas?

A TOH aumenta a pressão parcial de oxigênio nos tecidos, promovendo a angiogênese, a proliferação de fibroblastos, a síntese de colágeno e a atividade bactericida dos leucócitos, sendo útil em feridas com hipóxia ou infecção crônica.

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