MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um homem de 68 anos, portador de Diabetes Mellitus tipo 2 mal controlado (HbA1c 9,8%), apresenta uma úlcera crônica no maléolo lateral direito com 5 meses de evolução. Ao exame, a ferida apresenta bordas endurecidas e leito com tecido friável. A biópsia do leito da ferida demonstra um infiltrado inflamatório persistente e uma matriz extracelular rica em colágeno fragmentado, apesar da presença ativa de fibroblastos. O médico assistente explica que a ferida não progride para a fase de maturação devido a um desequilíbrio enzimático no microambiente local, onde a degradação dos componentes estruturais supera a sua organização. Qual mecanismo bioquímico é o principal responsável por essa falha no remodelamento da matriz extracelular nesse cenário?
Feridas que não cicatrizam em 4-6 semanas (crônicas) geralmente estão presas em um ciclo inflamatório onde as MMPs degradam fatores de crescimento e proteínas estruturais antes que a cicatrização ocorra.
A cicatrização de feridas é um processo dinâmico dividido em fases: inflamatória, proliferativa e de maturação/remodelamento. Em pacientes com Diabetes Mellitus mal controlado, a persistência de citocinas inflamatórias e o estresse oxidativo alteram a sinalização celular, resultando em uma produção excessiva de Metaloproteinases da Matriz (MMPs) e uma redução de seus inibidores naturais (TIMPs). Fisiopatologicamente, esse desequilíbrio bioquímico leva à degradação prematura do colágeno recém-sintetizado e de proteínas estruturais da matriz extracelular. Embora os fibroblastos estejam ativos e tentando produzir matriz, a taxa de destruição enzimática supera a de organização, mantendo a ferida em um estado crônico de não-progressão. O tecido resultante é clinicamente friável e as bordas da ferida tornam-se endurecidas devido à inflamação prolongada. O tratamento dessas lesões exige não apenas o controle glicêmico rigoroso, mas também o manejo do leito da ferida para reduzir a carga inflamatória e bacteriana, tentando restaurar o equilíbrio entre as MMPs e os TIMPs para permitir que a fase de maturação e o fechamento da úlcera ocorram de forma eficaz.
O Tipo III é o 'colágeno da urgência', flexível e o primeiro a aparecer; o Tipo I é o 'colágeno da força', mais espesso e resistente, que predomina na cicatriz madura.
Elas são secretadas como precursores inativos (zimogênios) e ativadas por proteases locais, como a plasmina, frequentemente em resposta a estímulos inflamatórios.
Porque as MMPs são metaloenzimas que requerem o íon Zinco em seu sítio catalítico para funcionarem.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo