CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2020
É central seu papel na cicatrização de feridas operatórias:
Macrófagos são essenciais em TODAS as fases da cicatrização: limpeza, proliferação e remodelação tecidual.
Os macrófagos desempenham um papel central e multifuncional na cicatrização de feridas. Inicialmente, eles fagocitam detritos celulares e microrganismos. Posteriormente, secretam fatores de crescimento e citocinas que promovem a angiogênese, a proliferação de fibroblastos e a síntese de colágeno, sendo cruciais para a transição da fase inflamatória para a proliferativa e de remodelação.
A cicatrização de feridas é um processo biológico complexo e altamente coordenado, essencial para a restauração da integridade tecidual após uma lesão, como uma ferida operatória. Este processo é dividido em fases sobrepostas: hemostasia, inflamação, proliferação e remodelação. Compreender o papel de cada célula envolvida é fundamental para otimizar o manejo de feridas. Os macrófagos são células imunológicas de importância central em todas as fases da cicatrização. Na fase inflamatória, eles atuam como "limpadores", fagocitando patógenos, células mortas e detritos. Posteriormente, na transição para a fase proliferativa, os macrófagos mudam seu fenótipo (M1 para M2) e se tornam os principais orquestradores da reparação. Eles liberam uma gama de fatores de crescimento (como TGF-β, PDGF, VEGF) e citocinas que estimulam a angiogênese (formação de novos vasos), a proliferação de fibroblastos e a síntese de colágeno, formando o tecido de granulação. Na fase de remodelação, os macrófagos continuam a ter um papel na modulação da matriz extracelular, contribuindo para a maturação e contração da cicatriz. A disfunção macrofágica pode levar a cicatrização deficiente ou excessiva. Portanto, o residente deve reconhecer a importância multifacetada dos macrófagos para garantir uma cicatrização eficaz e prevenir complicações.
Na fase inflamatória, os macrófagos fagocitam detritos celulares, bactérias e células mortas, limpando o local da ferida. Eles também liberam citocinas e quimiocinas que atraem outras células inflamatórias.
Na fase proliferativa, os macrófagos mudam seu perfil (M2) e secretam fatores de crescimento (como PDGF, TGF-β, FGF, VEGF) que estimulam a angiogênese, a proliferação de fibroblastos e a síntese de matriz extracelular, incluindo colágeno.
Além dos macrófagos, plaquetas iniciam a coagulação e liberam fatores de crescimento; neutrófilos combatem infecções; fibroblastos produzem colágeno e matriz extracelular; e células endoteliais formam novos vasos sanguíneos (angiogênese).
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