SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Uma mulher de 55 anos de idade foi submetida a reconstrução mamária com músculo reto abdominal (TRAM) bilateral após mastectomia radical. Está em programação de radioterapia pós-operatória. Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa correta, quanto à cicatrização de feridas dessa paciente.
Radioterapia → dano tecidual primário por isquemia, afetando a cicatrização e aumentando complicações.
A radioterapia causa dano tecidual principalmente por induzir isquemia e fibrose, comprometendo a vascularização e a capacidade de reparo. Isso é crucial em pacientes pós-reconstrução mamária, onde a vascularização do retalho é vital para a cicatrização.
A cicatrização de feridas é um processo complexo que envolve inflamação, proliferação e remodelação. Em pacientes submetidos a cirurgias oncológicas, como a reconstrução mamária com retalho TRAM, e que necessitam de radioterapia adjuvante, a interação entre esses tratamentos e a cicatrização é de suma importância. A radioterapia, embora essencial para o controle local da doença, pode ter efeitos deletérios significativos sobre a qualidade e o tempo de cicatrização. O principal mecanismo de dano tecidual induzido pela irradiação é a isquemia. A radiação provoca alterações vasculares, como endarterite obliterante e fibrose perivascular, que resultam em diminuição do fluxo sanguíneo e hipóxia crônica nos tecidos irradiados. Essa redução da vascularização compromete a entrega de oxigênio e nutrientes essenciais para o processo de reparo, tornando os tecidos mais suscetíveis a infecções, deiscências e necrose. A quimioterapia também pode afetar a cicatrização, especialmente se iniciada precocemente, ao suprimir a proliferação celular e a síntese de colágeno. O momento ideal para iniciar a radioterapia pós-operatória é um balanço entre a eficácia oncológica e a minimização das complicações da ferida, geralmente ocorrendo após a cicatrização inicial, em torno de 4 a 6 semanas após a cirurgia.
A radioterapia causa dano tecidual por induzir fibrose e endarterite obliterante, resultando em isquemia e hipóxia crônica. Isso compromete a vascularização, reduz a capacidade de reparo tecidual e aumenta o risco de complicações como deiscência e infecção.
O principal componente do dano tecidual pela irradiação é a isquemia. A radiação provoca danos endoteliais e proliferação intimal, levando à oclusão vascular progressiva e, consequentemente, à hipóxia e fibrose tecidual.
O ideal é que a radioterapia seja iniciada após a cicatrização completa da ferida cirúrgica, geralmente 4 a 6 semanas após a cirurgia. Atrasos excessivos (como 4 a 6 meses) podem comprometer a eficácia oncológica, mas um início muito precoce aumenta o risco de complicações da ferida.
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