UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2025
Na cicatrização das feridas, o colágeno é o principal responsável por
Colágeno é essencial para a força tênsil e integridade estrutural na cicatrização de feridas.
Durante a fase de proliferação e, principalmente, na fase de remodelamento da cicatrização, os fibroblastos depositam colágeno. Inicialmente, o colágeno tipo III é mais abundante, sendo gradualmente substituído pelo colágeno tipo I, que confere maior resistência e força tênsil à ferida, permitindo que o tecido reparado suporte tensões mecânicas.
A cicatrização de feridas é um processo biológico complexo e dinâmico que visa restaurar a integridade tecidual após uma lesão. Envolve fases distintas: hemostasia, inflamação, proliferação e remodelamento. O colágeno é uma proteína fibrosa essencial da matriz extracelular, desempenhando um papel central em todas as fases, mas sua função de conferir força tênsil é mais proeminente nas fases tardias. Na fase de proliferação, fibroblastos migram para a ferida e começam a sintetizar colágeno, inicialmente predominantemente o tipo III, que forma uma rede de suporte. Posteriormente, na fase de remodelamento, o colágeno tipo III é gradualmente substituído pelo colágeno tipo I, que é mais resistente e se organiza em feixes mais densos e paralelos. Essa transição é crucial para o aumento progressivo da força tênsil da ferida. A força tênsil da ferida nunca atinge a do tecido original, mas o colágeno tipo I é o principal responsável por sua resistência mecânica. Compreender o papel do colágeno é vital para otimizar o manejo de feridas, reconhecer fatores que podem prejudicar a cicatrização (como deficiências nutricionais) e prever a qualidade da cicatriz final, sendo um conhecimento fundamental para residentes em cirurgia e clínica médica.
Na fase de remodelamento, o colágeno tipo III é gradualmente substituído pelo colágeno tipo I, que é mais forte e organizado. Essa substituição e o rearranjo das fibras de colágeno aumentam significativamente a força tênsil da ferida, tornando-a mais resistente.
Principalmente o colágeno tipo III e o tipo I. O colágeno tipo III é depositado inicialmente, sendo mais fino e desorganizado. O colágeno tipo I, mais resistente e abundante no tecido maduro, substitui o tipo III, conferindo maior força à cicatriz.
A deficiência de colágeno, seja por nutrição inadequada (ex: deficiência de vitamina C, essencial para a síntese de colágeno) ou doenças genéticas, pode levar a uma cicatrização deficiente, com feridas frágeis, deiscência e formação de cicatrizes atróficas.
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