UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
A cicatriz hipertrófica e os queloides são distúrbios da cicatrização caracterizados por deposição tecidual de colágeno. Os queloides podem ser diferenciados das cicatrizes hipertróficas por apresentarem:
Queloide → crescimento além dos limites da ferida original; cicatriz hipertrófica → permanece nos limites.
A principal diferença entre queloides e cicatrizes hipertróficas reside na sua capacidade de crescimento. Queloides se expandem além das bordas da lesão original, invadindo o tecido circundante, enquanto cicatrizes hipertróficas permanecem confinadas aos limites da ferida original.
Os distúrbios da cicatrização, como queloides e cicatrizes hipertróficas, representam uma preocupação estética e funcional significativa para muitos pacientes. Ambos são caracterizados por uma produção excessiva de colágeno durante o processo de reparo tecidual, resultando em lesões elevadas e endurecidas. Embora compartilhem algumas características clínicas, a distinção entre eles é fundamental para o manejo adequado e para prever o prognóstico. A principal diferença reside na sua capacidade de crescimento. As cicatrizes hipertróficas são lesões elevadas, avermelhadas e pruriginosas que permanecem confinadas aos limites da ferida original e tendem a regredir espontaneamente ao longo do tempo, embora lentamente. Os queloides, por outro lado, são tumores benignos de crescimento fibroso que se estendem agressivamente além das bordas da lesão inicial, invadindo a pele saudável circundante. Eles não regridem espontaneamente e podem continuar a crescer por anos. O tratamento difere para cada condição. Para cicatrizes hipertróficas, opções incluem compressão, géis de silicone, injeções intralesionais de corticosteroides e laser. Para queloides, o tratamento é mais desafiador devido à alta taxa de recorrência. A excisão cirúrgica deve ser sempre combinada com terapias adjuvantes, como injeções intralesionais de corticosteroides, crioterapia, radioterapia ou 5-fluorouracil, para minimizar o risco de recidiva. A compreensão dessas diferenças é vital para dermatologistas, cirurgiões plásticos e clínicos gerais.
A principal característica é o crescimento. Queloides se estendem além dos limites da ferida original, invadindo a pele saudável adjacente, enquanto as cicatrizes hipertróficas permanecem restritas aos limites da lesão inicial.
Ambas são lesões elevadas, endurecidas, pruriginosas e, por vezes, dolorosas. Podem apresentar hiperpigmentação e, em alguns casos, telangiectasias, mas essas características não são exclusivas de uma ou outra.
A diferenciação é crucial porque os queloides têm uma taxa de recorrência muito maior após a excisão cirúrgica e geralmente exigem terapias adjuvantes, como injeções intralesionais de corticoides, crioterapia ou radioterapia, para prevenir a recidiva. Cicatrizes hipertróficas, por outro lado, tendem a responder melhor a tratamentos conservadores e têm menor risco de recorrência.
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