Cicatriz Hipertrófica: Identificação e Diferença do Queloide

UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015

Enunciado

Uma paciente de 35 anos, de origem asiática, foi submetida à mamoplastia redutora há 80 dias e queixa-se da qualidade de sua cicatriz. Refere que a mesma apresenta prurido e ao exame físico encontra-se com coloração arroxeada, de consistência endurecida, elevada e alargada, porém sem ultrapassar os limites da própria cicatriz. Paciente relata que já fez uso de creme à base de silicone. Essa paciente apresenta:

Alternativas

  1. A) uma cicatriz hipertrófica.
  2. B) um carcinoma basocelular.
  3. C) uma cicatriz queloidiana.
  4. D) um tumor desmoide.

Pérola Clínica

Cicatriz hipertrófica = elevada, endurecida, prurido, NÃO ultrapassa limites da lesão original.

Resumo-Chave

Cicatrizes hipertróficas são caracterizadas por elevação, endurecimento e prurido, mas permanecem dentro dos limites da incisão original. Diferentemente dos queloides, que se estendem além das bordas da ferida, as cicatrizes hipertróficas tendem a regredir espontaneamente ou com tratamento conservador, como cremes de silicone ou compressão.

Contexto Educacional

Cicatrizes hipertróficas são uma complicação comum da cicatrização de feridas, especialmente após cirurgias ou traumas. Elas são caracterizadas por um crescimento excessivo de tecido fibroso dentro dos limites da ferida original. Embora não sejam malignas, podem causar desconforto estético, prurido e dor, impactando a qualidade de vida do paciente. A compreensão de sua fisiopatologia e diferenciação de outras lesões é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia envolve uma produção excessiva de colágeno e uma degradação deficiente durante a fase de remodelação da cicatrização. Fatores como tensão na ferida, infecção, tempo de cicatrização prolongado e predisposição genética podem contribuir para seu desenvolvimento. Clinicamente, apresentam-se como lesões elevadas, avermelhadas ou arroxeadas, endurecidas e pruriginosas, mas que não se estendem além das bordas da incisão original. A paciente do caso, de origem asiática, tem maior predisposição a alterações cicatriciais. O tratamento das cicatrizes hipertróficas visa reduzir o volume, a coloração e os sintomas. As opções incluem terapias conservadoras como placas e géis de silicone, que promovem hidratação e compressão, injeções intralesionais de corticosteroides para reduzir a inflamação e a síntese de colágeno, e terapia compressiva. Em casos refratários, a excisão cirúrgica pode ser considerada, mas deve ser combinada com terapias adjuvantes para minimizar o risco de recorrência.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características clínicas de uma cicatriz hipertrófica?

Uma cicatriz hipertrófica é tipicamente elevada, avermelhada ou arroxeada, endurecida, pruriginosa e dolorosa, mas crucialmente, ela permanece confinada aos limites da incisão ou lesão original.

Como a cicatriz hipertrófica se diferencia de um queloide?

A principal diferença é que a cicatriz hipertrófica não ultrapassa os limites da ferida original, enquanto o queloide cresce e invade o tecido saudável circundante. Queloides também são mais comuns em certas etnias e têm maior taxa de recorrência.

Quais são as opções de tratamento para cicatrizes hipertróficas?

O tratamento inclui o uso de placas ou géis de silicone, compressão, injeções intralesionais de corticosteroides, crioterapia e, em casos refratários, excisão cirúrgica seguida de terapias adjuvantes para prevenir recorrência.

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