HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Mulher de 38 anos procura avaliação cirúrgica, devido à cicatriz surgida após ferimento cortante em mão com necessidade de sutura há 2 meses. Ao exame, observado cicatriz de 2cm em dorso de mão esquerda, elevada e endurecida, de cor vermelhoarroxeada, sem ultrapassar bordas laterais originais. Qual a hipótese diagnóstica e conduta?
Cicatriz hipertrófica = elevada, endurecida, vermelho-arroxeada, NÃO ultrapassa bordas originais. Queloide = ultrapassa bordas.
A cicatriz hipertrófica é caracterizada por ser elevada, endurecida e eritematosa, mas importante, ela permanece dentro dos limites da lesão original. Diferentemente do queloide, que se estende além das bordas da ferida. A observação clínica é uma conduta inicial válida para cicatrizes hipertróficas recentes, pois muitas podem regredir espontaneamente.
A cicatrização de feridas é um processo complexo que pode, em alguns casos, resultar em cicatrizes anormais, como as hipertróficas e os queloides. Ambas são caracterizadas por excesso de deposição de colágeno, mas diferem em sua apresentação clínica e comportamento. É fundamental para o médico saber diferenciá-las para propor o tratamento adequado. A cicatriz hipertrófica é uma cicatriz elevada, endurecida, eritematosa e pruriginosa que se desenvolve dentro dos limites da lesão original. Geralmente surge semanas a meses após o trauma e pode regredir espontaneamente com o tempo. Já o queloide é uma lesão que se estende além das bordas da ferida original, invadindo o tecido sadio adjacente, e raramente regride espontaneamente, tendendo a recidivar após excisão cirúrgica. No caso apresentado, a cicatriz é elevada, endurecida e vermelho-arroxeada, mas "sem ultrapassar bordas laterais originais", o que é o critério definidor de cicatriz hipertrófica. A conduta inicial para cicatrizes hipertróficas recentes pode ser a observação clínica, pois muitas tendem a melhorar com o tempo. Outras opções incluem compressão, géis de silicone, injeções intralesionais de corticosteroides e laserterapia, dependendo da evolução e dos sintomas. A cirurgia de exérese é geralmente reservada para queloides ou cicatrizes hipertróficas refratárias, muitas vezes combinada com terapias adjuvantes para reduzir a recidiva.
A principal diferença é que a cicatriz hipertrófica permanece dentro dos limites da lesão original, enquanto o queloide se estende e invade o tecido sadio adjacente, crescendo além das bordas da ferida inicial.
Para cicatrizes hipertróficas recentes, a observação clínica pode ser a conduta inicial, pois muitas podem regredir espontaneamente. Terapias conservadoras como compressão, massagem e géis de silicone também são opções.
Fatores de risco incluem predisposição genética, tipo de pele (fototipos mais escuros), localização da lesão (regiões de tensão como tórax, ombros), idade (mais comum em jovens) e tipo de trauma (queimaduras, lacerações).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo