HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020
Uma paciente de 30 anos foi submetida à laparotomia há aproximadamente 90 dias, e queixa-se do aspecto de sua cicatriz, além de referir prurido. Ao exame físico, encontra-se uma lesão de consistência endurecida, de coloração arroxeada, elevada e alargada, sem ultrapassar os limites da própria cicatriz. Esta paciente apresenta:
Cicatriz hipertrófica = elevada, endurecida, prurido, NÃO ultrapassa limites da ferida original.
A cicatriz hipertrófica é uma lesão elevada, endurecida e pruriginosa que se forma dentro dos limites da ferida original, geralmente após um trauma ou cirurgia. Diferencia-se do queloide por não invadir o tecido adjacente e ter maior probabilidade de regressão espontânea ou com tratamento conservador.
A cicatrização é um processo biológico complexo e essencial para a reparação tecidual após lesão. No entanto, pode levar à formação de cicatrizes patológicas, como as hipertróficas e os queloides, que são motivo de queixa estética e funcional para muitos pacientes. A cicatriz hipertrófica é uma resposta exagerada do processo de cicatrização, caracterizada por um acúmulo excessivo de colágeno dentro dos limites da ferida original, sendo mais comum em áreas de tensão e em indivíduos com pele mais escura. A epidemiologia mostra que podem ocorrer em até 40-70% das feridas cirúrgicas e traumáticas, especialmente após queimaduras. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre a síntese e a degradação de colágeno, com predominância da síntese. Clinicamente, a cicatriz hipertrófica se manifesta como uma lesão elevada, endurecida, avermelhada ou arroxeada, e frequentemente pruriginosa, que aparece semanas a meses após a lesão inicial. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado nas características morfológicas e na história do paciente. É fundamental diferenciá-la do queloide, que, ao contrário da hipertrófica, ultrapassa os limites da ferida original e tem menor probabilidade de regressão espontânea, sendo mais comum em certas predisposições genéticas e étnicas. O tratamento das cicatrizes hipertróficas visa reduzir a inflamação, o prurido e o volume da lesão. As opções incluem terapias conservadoras como compressão, géis e fitas de silicone, e intervenções como injeções intralesionais de corticosteroides, crioterapia e laser. A compreensão clara das características e da fisiopatologia dessas cicatrizes é crucial para que residentes possam oferecer o diagnóstico correto e o plano de tratamento mais adequado, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e evitando abordagens inadequadas.
Uma cicatriz hipertrófica é caracterizada por ser elevada, endurecida, de coloração avermelhada ou arroxeada, e frequentemente pruriginosa. O ponto crucial é que ela se mantém restrita aos limites da incisão ou lesão original, sem invadir a pele sã circundante.
A principal diferença é que a cicatriz hipertrófica permanece dentro das bordas da ferida original, enquanto o queloide se estende além dessas bordas, invadindo o tecido adjacente. Queloides também tendem a ser mais firmes, irregulares e podem ter um crescimento contínuo ao longo do tempo.
O tratamento para cicatrizes hipertróficas inclui compressão, fitas de silicone, injeções intralesionais de corticosteroides, crioterapia, laserterapia e, em casos refratários, excisão cirúrgica seguida de terapias adjuvantes para prevenir a recorrência. O objetivo é reduzir a inflamação e o excesso de colágeno.
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