PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020
Mulher de 45 anos foi internada em UTI devido a quadro de choque séptico de provável foco abdominal. Encontra-se intubada sob ventilação mecânica, com fração inspirada de O₂ de 0,9. Dentre as alternativas abaixo, a PRIMEIRA MEDIDA a ser adotada é a administração de:
No choque séptico, a administração precoce de antimicrobianos de amplo espectro é a PRIMEIRA e mais CRÍTICA medida para melhorar a sobrevida.
O choque séptico é uma emergência médica com alta mortalidade. A administração de antibióticos de amplo espectro dentro da primeira hora após o reconhecimento é crucial para combater a infecção subjacente e melhorar os desfechos, mesmo antes da identificação do patógeno e da otimização hemodinâmica com fluidos e vasopressores.
O choque séptico é uma condição de emergência médica com alta morbidade e mortalidade, caracterizada por sepse com disfunção circulatória e metabólica profundas, que se manifesta por hipotensão persistente apesar da ressuscitação volêmica adequada e necessidade de vasopressores para manter a pressão arterial média. O manejo inicial é crítico e deve seguir um protocolo rigoroso, como o preconizado pela Surviving Sepsis Campaign. A primeira e mais importante medida a ser adotada no choque séptico é a administração precoce de antimicrobianos de amplo espectro. O objetivo é iniciar a antibioticoterapia dentro da primeira hora após o reconhecimento do choque, pois cada hora de atraso está associada a um aumento significativo da mortalidade. A escolha do esquema antimicrobiano deve ser empírica e cobrir os patógenos mais prováveis para o foco infeccioso suspeito (neste caso, abdominal). Embora a expansão volêmica com cristaloides e o uso de vasopressores (como noradrenalina) sejam componentes essenciais do tratamento do choque séptico, eles são medidas de suporte hemodinâmico. O combate à infecção subjacente com antibióticos é a intervenção que ataca a causa raiz da doença. Para residentes, a priorização correta das intervenções no choque séptico é um conhecimento salvador de vidas e um ponto frequentemente abordado em provas.
A antibioticoterapia de amplo espectro administrada dentro da primeira hora após o diagnóstico de choque séptico é crucial para reduzir a mortalidade, pois combate rapidamente o agente infeccioso responsável pela disfunção orgânica e a progressão da sepse.
Os pilares incluem a administração precoce de antibióticos de amplo espectro, ressuscitação volêmica com cristaloides (30 mL/kg nas primeiras 3 horas), uso de vasopressores (noradrenalina) se a hipotensão persistir após fluidos, e controle da fonte da infecção.
Vasopressores devem ser iniciados se a hipotensão persistir após a ressuscitação volêmica inicial adequada (geralmente 30 mL/kg de cristaloide), com o objetivo de manter uma pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg.
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