Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2024
Paciente pediátrico com quadro de choque séptico é internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica. De acordo com as diretrizes brasileiras para cuidados intensivos em pediatria, qual é a ação inicial recomendada?
Choque séptico pediátrico: ação inicial = bolus de SF 0,9% 20 mL/kg em 5-10 minutos.
As diretrizes brasileiras e internacionais para o manejo do choque séptico pediátrico recomendam a administração rápida de fluidos intravenosos como a primeira medida de ressuscitação. A solução salina normal (0,9%) é a preferencial, administrada em bolus de 20 mL/kg em 5-10 minutos, com reavaliação contínua.
O choque séptico em pediatria é uma condição grave e com risco de vida, caracterizada por disfunção circulatória e celular induzida por infecção, resultando em hipoperfusão tecidual. O reconhecimento precoce e a intervenção agressiva são cruciais para melhorar o prognóstico. As diretrizes brasileiras e internacionais enfatizam uma abordagem sistemática e tempo-sensível para o manejo, sendo um tópico de alta relevância para residentes em emergência e terapia intensiva pediátrica. A fisiopatologia do choque séptico envolve uma resposta inflamatória sistêmica desregulada à infecção, levando à vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar, disfunção miocárdica e alterações na microcirculação. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais de infecção e disfunção orgânica. A suspeita deve ser alta em qualquer criança com febre e sinais de má perfusão, como tempo de enchimento capilar prolongado, taquicardia e alteração do nível de consciência. A conduta inicial no choque séptico pediátrico segue a sequência ABCDE e prioriza a ressuscitação volêmica. A administração de bolus de solução salina normal a 20 mL/kg em 5-10 minutos é a primeira e mais importante intervenção, seguida de reavaliação contínua da resposta. Antibioticoterapia de amplo espectro deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente na primeira hora. Vasopressores são indicados se o choque persistir apesar da fluidoterapia adequada. O prognóstico depende da rapidez e eficácia das intervenções iniciais.
Os sinais de choque séptico em pediatria incluem taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), pulsos periféricos diminuídos, extremidades frias ou quentes, alteração do estado mental, hipotensão (sinal tardio) e oligúria.
O fluido preferencial para ressuscitação no choque séptico pediátrico é a solução salina normal (0,9%). O volume inicial recomendado é de 20 mL/kg, administrado em bolus rápido, geralmente em 5 a 10 minutos, com reavaliação após cada bolus.
A administração rápida de fluidos é crucial no choque séptico pediátrico para restaurar o volume intravascular, melhorar a perfusão tecidual e otimizar o débito cardíaco, combatendo a hipovolemia relativa e a disfunção microcirculatória características do choque.
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