UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022
A conduta que melhora a sobrevivência da criança no tratamento imediato do choque séptico é:
No choque séptico pediátrico, a fluidoterapia agressiva é a conduta inicial mais crucial para melhorar a sobrevivência.
No tratamento imediato do choque séptico em crianças, a fluidoterapia agressiva é a intervenção mais crítica para restaurar a perfusão tecidual e a estabilidade hemodinâmica. A rápida administração de bolus de cristaloides é fundamental antes mesmo da antibioticoterapia ou do uso de vasoativos, impactando diretamente a sobrevivência.
O choque séptico pediátrico é uma síndrome de disfunção orgânica induzida por infecção, com alta morbimortalidade se não for prontamente reconhecido e tratado. A rápida identificação e intervenção são cruciais para melhorar os desfechos. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória sistêmica desregulada, levando à vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar, disfunção miocárdica e má distribuição do fluxo sanguíneo. O manejo imediato do choque séptico pediátrico segue uma abordagem sistemática, com prioridade para a estabilização hemodinâmica. A fluidoterapia agressiva com bolus de cristaloides (geralmente 20 mL/kg em 5-10 minutos, repetidos conforme necessário) é a primeira e mais importante intervenção para restaurar o volume intravascular e a perfusão. A oxigenioterapia e o suporte ventilatório também são fundamentais. Após a estabilização inicial com fluidos, a antibioticoterapia de amplo espectro deve ser administrada o mais rápido possível. Se o choque persistir apesar da fluidoterapia adequada, a introdução de drogas vasoativas (como noradrenalina, dopamina ou dobutamina) é indicada. Corticosteroides podem ser considerados em casos de choque refratário ou suspeita de insuficiência adrenal. O objetivo é atingir metas de ressuscitação, como tempo de enchimento capilar <2 segundos, pulsos periféricos fortes e débito urinário adequado.
A fluidoterapia agressiva é crucial para restaurar o volume intravascular e a perfusão tecidual, combatendo a hipovolemia relativa e a disfunção microcirculatória características do choque séptico, melhorando a entrega de oxigênio aos tecidos e, consequentemente, a sobrevivência.
A antibioticoterapia de amplo espectro deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente dentro da primeira hora do reconhecimento do choque séptico, após a coleta de culturas, para combater a infecção subjacente.
Se a fluidoterapia agressiva não for suficiente para restaurar a perfusão e a pressão arterial, deve-se iniciar o uso de drogas vasoativas (como dopamina, dobutamina ou noradrenalina), além de considerar a possibilidade de insuficiência adrenal e o uso de corticosteroides em casos selecionados.
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