Choque Séptico Pediátrico: Conduta e Ressuscitação de Emergência

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2026

Enunciado

Lactente, sexo feminino, com 18 meses, sexo feminino, sem doenças prévias, apresenta quadro febril de até 39,5ºC, tosse e prostração, há dois dias. Há 1 dia apresenta-se letárgica e apresentou episódio de crise convulsiva tônico-clônica generalizada com duração de cerca de 5 minutos quando chegou ao pronto-socorro. Na sala de emergência, após administração de uma dose de diazepan, por via retal, houve cessação da crise convulsiva e foi possível obter um acesso venoso periférico. Na avaliação sistematizada em sala de emergência, a paciente apresentava os seguintes dados de exame físico e monitorização: A: via aérea pérvia. B: murmúrio vesicular presente sem ruídos adventícios, boa expansibilidade, FR: 48 ipm. C: FC 158 bpm, BRNF sem sopros, tempo perfusão periférica de 5 segundos, pulsos finos e PA 68x40 mmHg. D: alterna sonolência e chama pela mãe, abre os olhos quando chamada, e retira o membro ao toque e estímulo doloroso. Pupilas isofotorreagentes. Glicemia capilar de 70 mg/dL. E: sem anormalidades percebidas na exposição. A criança é rapidamente encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva. Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais apropriada e urgente nesse momento:

Alternativas

  1. A) Reverter os efeitos centrais do benzodiazepínico com flumazenil para melhorar o estado neurológico e, em seguida, iniciar expansão volêmica com solução salina a 0,9% em bolus de 20 mL/kg.
  2. B) Iniciar suporte ventilatório não invasivo devido à taquipneia, prescrever dexametasona para reduzir o edema cerebral após a convulsão e avaliar a necessidade de expansão volêmica com solução salina a 0,9% somente se a pressão arterial cair abaixo dos valores de choque compensado.
  3. C) Realizar intubação orotraqueal imediata para proteção de via aérea devido à disfunção neurológica, iniciar vasopressores em infusão periférica contínua e aguardar os resultados dos exames laboratoriais antes de prescrever antimicrobianos.
  4. D) Administrar bolus de solução salina 0,9%, 20 mL/kg em cerca de 30 minutos, administrar glicose, e iniciar antibioticoterapia empírica de amplo espectro somente após a coleta de hemoculturas e cultura de LCR para identificar o patógeno.
  5. E) Administrar bolus inicial de cristaloide balanceado de 20 mL/kg em 5–10 minutos, coletar hemoculturas e, sem aguardar seu resultado, iniciar antibioticoterapia empírica de amplo espectro por via endovenosa o mais rapidamente possível.

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