Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2022
Quanto ao choque séptico em criança, qual alternativa apresenta-se mais correta segundo as Diretrizes de 2020?
Choque séptico pediátrico: Transfusão de hemácias não é rotina se Hb ≥ 7 g/dL e hemodinamicamente estável.
As diretrizes de 2020 para choque séptico pediátrico recomendam uma abordagem conservadora para a transfusão de concentrado de glóbulos, priorizando a estabilidade hemodinâmica e valores de hemoglobina abaixo de 7 g/dL como gatilho para transfusão.
O choque séptico em crianças é uma emergência médica com alta morbimortalidade, exigindo reconhecimento rápido e manejo agressivo. As diretrizes de 2020 da Surviving Sepsis Campaign para pacientes pediátricos trouxeram atualizações importantes no manejo, visando otimizar a ressuscitação e melhorar os desfechos. A compreensão dessas diretrizes é vital para residentes e profissionais da área. A ressuscitação inicial foca na administração de cristaloides isotônicos em bolus, com monitoramento rigoroso da resposta e sinais de sobrecarga hídrica. Em relação à transfusão de concentrado de glóbulos, as diretrizes adotam uma abordagem mais conservadora, recomendando-a apenas quando a hemoglobina for inferior a 7 g/dL e o paciente estiver hemodinamicamente estável, ou em situações de sangramento ativo ou disfunção orgânica grave. O uso rotineiro de coloides não é priorizado em relação aos cristaloides. Quanto aos vasoativos, a noradrenalina é frequentemente a droga de escolha para o choque séptico resistente a fluidos, enquanto a dopamina perdeu seu status de primeira linha devido a evidências de desfechos menos favoráveis em comparação com outros agentes. A imunoglobulina intravenosa não tem forte recomendação para uso rotineiro. O manejo do choque séptico pediátrico é complexo e exige uma abordagem multidisciplinar e baseada em evidências.
As diretrizes de 2020 recomendam o uso de cristaloides isotônicos (ex: SF 0,9% ou Ringer Lactato) em bolus de 10-20 mL/kg, repetidos conforme a resposta hemodinâmica, com monitoramento cuidadoso para evitar sobrecarga.
A transfusão é geralmente indicada se a hemoglobina for < 7 g/dL, ou em casos de sangramento ativo, ou se o paciente apresentar sinais de má perfusão apesar de outras medidas de ressuscitação, mesmo com Hb > 7 g/dL.
A noradrenalina é geralmente o vasoativo de primeira escolha para choque séptico frio ou quente resistente a fluidos. A dopamina não é mais a droga de escolha e pode ser considerada em situações específicas.
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