Choque Séptico Pediátrico: Definição e Critérios Diagnósticos

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2024

Enunciado

I- A definição de choque séptico em crianças é diferente de adultos, pois consiste em sepse acompanhada de disfunção cardiovascular.II - A hipotensão não é critério obrigatório na definição de choque séptico, pois o choque pode estar presente em crianças muito antes de se instalar a hipotensão.III - Disfunção cardiovascular é definida como presença de um dos fatores a seguir, apesar da administração de fluidos endovenosos maior ou igual a 40 mL/kg em 1 hora: hipotensão abaixo do percentil 5% para idade ou pressão arterial sistólica abaixo de 2 desvios-padrão para idade; ou necessidade de drogas vasoativas para manter a pressão arterial média (dopamina > 5 mcg/kg/minuto ou dobutamina, epinefrina ou norepinefrina em qualquer dose).IV - dois dos seguintes critérios também definem disfunção cardiovascular: - acidose metabólica com BE > 5 mEq/L; - lactato arterial acima de 2 vezes o limite superior, oligúria abaixo de 0,5 mL/kg/h; tempo de enchimento capilar (TEC) > 5 segundos; - gradiente de temperatura central - periférica > 3°C.

Alternativas

  1. A) Somente I, II e IV estão corretas.
  2. B) Somente II e IV estão corretas.
  3. C) Somente I e III estão corretas.
  4. D) Somente I, III e IV estão corretas.
  5. E) Todas estão corretas.

Pérola Clínica

Choque séptico pediátrico = sepse + disfunção cardiovascular; hipotensão não é obrigatória.

Resumo-Chave

A definição de choque séptico em crianças é particular, focando na disfunção cardiovascular que pode ocorrer mesmo sem hipotensão, um sinal tardio. Os critérios de disfunção incluem hipotensão (se presente), necessidade de vasoativos ou dois dos seguintes: acidose metabólica, hiperlactatemia, oligúria, TEC prolongado ou gradiente de temperatura.

Contexto Educacional

O choque séptico pediátrico é uma emergência médica grave, com alta morbimortalidade se não reconhecido e tratado precocemente. A compreensão de sua definição e critérios diagnósticos é fundamental para residentes, pois difere significativamente da abordagem em adultos, refletindo as particularidades fisiológicas da criança. A fisiopatologia do choque séptico envolve uma resposta inflamatória sistêmica desregulada à infecção, levando a disfunção orgânica. Em crianças, a disfunção cardiovascular é o pilar do diagnóstico, e a hipotensão é um sinal tardio, pois as crianças mantêm a pressão arterial por mais tempo através de taquicardia e aumento da resistência vascular sistêmica. Os critérios de disfunção cardiovascular incluem hipotensão (se presente), necessidade de drogas vasoativas ou a presença de pelo menos dois dos seguintes: acidose metabólica, hiperlactatemia, oligúria, tempo de enchimento capilar prolongado ou gradiente de temperatura central-periférica aumentado. O tratamento precoce e agressivo, com ressuscitação volêmica adequada e início rápido de antibioticoterapia de amplo espectro, é crucial. O manejo inclui suporte hemodinâmico com fluidos e, se necessário, drogas vasoativas, além de controle da fonte de infecção. O prognóstico depende da rapidez do reconhecimento e da resposta ao tratamento inicial, sendo um desafio constante na prática pediátrica.

Perguntas Frequentes

Qual a principal diferença na definição de choque séptico entre crianças e adultos?

Em crianças, o choque séptico é definido como sepse acompanhada de disfunção cardiovascular, enquanto em adultos, a definição inclui a necessidade de vasopressores para manter PAM ≥ 65 mmHg e lactato sérico > 2 mmol/L, apesar de ressuscitação volêmica adequada.

Por que a hipotensão não é um critério obrigatório para choque séptico em crianças?

Crianças possuem mecanismos compensatórios mais robustos, mantendo a pressão arterial por mais tempo. A hipotensão é um sinal tardio de choque em pediatria, indicando descompensação grave e iminente falência cardiovascular.

Quais são os critérios de disfunção cardiovascular em choque séptico pediátrico?

Além da hipotensão (abaixo do percentil 5% ou 2 DP para idade) ou necessidade de drogas vasoativas, a disfunção cardiovascular pode ser definida pela presença de dois dos seguintes: acidose metabólica, hiperlactatemia, oligúria, TEC > 5 segundos ou gradiente de temperatura central-periférica > 3°C.

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