SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Lactente masculino, 10 meses de vida, é levado ao Setor de Emergência do Hospital Geral devido à febre alta persistente, falta de apetite e prostração há dois dias. Nas últimas 24 horas, começou a apresentar palidez, respiração rápida e superficial, além de mãos e pés frios. A mãe também refere que ele está menos responsivo, chorando pouco e dormindo mais do que o habitual. Ao exame físico, há hipotensão e taquipneia; a temperatura está em 39.2ºC, a FC: 168 bpm e o tempo de enchimento capilar é de 4 segundos. As extremidades estão frias e pálidas. Com base no quadro clínico, identifique o diagnóstico da situação no momento e sua causa provável:
Febre + Má perfusão (TEC > 2s) + Alteração de consciência = Choque Séptico até prova em contrário.
O choque séptico em pediatria é diagnosticado clinicamente pela presença de infecção suspeita associada a sinais de má perfusão tecidual, como alteração do estado mental e tempo de enchimento capilar prolongado.
O choque séptico é uma emergência médica definida por disfunção cardiovascular secundária à sepse. Em lactentes, a apresentação pode ser sutil, manifestando-se inicialmente apenas como prostração e recusa alimentar. A progressão para taquipneia, taquicardia e má perfusão periférica indica a necessidade de intervenção imediata.\n\nA fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória sistêmica que leva à vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar e disfunção miocárdica. O reconhecimento deve ser clínico, não dependendo de exames laboratoriais para o início do tratamento. O objetivo é restaurar a oferta de oxigênio aos tecidos para prevenir a falência múltipla de órgãos.
Os sinais precoces (choque compensado) incluem taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado (> 2 segundos), pulsos periféricos finos, extremidades frias e alteração do nível de consciência (irritabilidade ou letargia). A pressão arterial pode estar normal devido a mecanismos compensatórios potentes.
Crianças têm uma grande capacidade de manter a pressão arterial através do aumento da frequência cardíaca e da resistência vascular sistêmica. Quando a pressão cai, significa que esses mecanismos falharam, caracterizando o choque descompensado, que precede a parada cardiorrespiratória.
A conduta imediata baseia-se na estabilização das vias aéreas, oxigenação e obtenção de acesso vascular (venoso ou intraósseo) para ressuscitação volêmica agressiva com cristaloides (20 ml/kg) e início precoce de antibioticoterapia de amplo espectro.
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