UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2020
Menino, 3 anos de idade, chega ao pronto atendimento com quadro de febre há três dias, inapetência e dispneia. Exame físico: MEG, descorado e desidratado +/4+, FR = 40 ipm, T = 37,8 °C, FC = 140 bpm, SatO₂ = 84 % em ar ambiente, PA= 70x50 mmHg. MV presente e diminuído em base direita, com estertor crepitante no local. BRNF sem sopros. Fígado a 1 cm do RCD, baço não percutível. Extremidades sem edema, com gradiente térmico e enchimento capilar igual a 4 segundos. Levado à sala de emergência, qual seria a sequência de prioridades no atendimento deste paciente?
Choque pediátrico → prioridade ABCDE: O2, monitorização, acesso, glicemia, expansão volêmica rápida (20 mL/kg SF 0,9%).
Este paciente apresenta sinais claros de choque (hipotensão, taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado, saturação baixa). A prioridade no atendimento pediátrico é estabilizar as vias aéreas e a respiração (O2), monitorar, obter acesso vascular e iniciar a expansão volêmica rapidamente, além de verificar a glicemia.
O choque pediátrico é uma síndrome de disfunção circulatória que resulta em oferta inadequada de oxigênio e nutrientes aos tecidos, levando a disfunção celular e orgânica. Em crianças, as causas mais comuns incluem choque hipovolêmico (desidratação, hemorragia) e choque séptico. A identificação precoce e o manejo agressivo são cruciais para evitar desfechos desfavoráveis, dada a rápida progressão da doença em pacientes pediátricos. A fisiopatologia do choque envolve a falha em manter a perfusão tecidual adequada, seja por diminuição do débito cardíaco, da resistência vascular sistêmica ou ambos. Os sinais clínicos incluem taquicardia, taquipneia, tempo de enchimento capilar prolongado, alteração do nível de consciência e, em estágios avançados, hipotensão. A saturação de oxigênio baixa (84%) e a hipotensão (PA 70x50 mmHg) neste caso indicam um choque descompensado. A sequência de prioridades no atendimento de emergência pediátrica segue o protocolo ABCDE. A administração de oxigênio (máscara não reinalante para hipoxemia grave), monitorização cardíaca contínua, obtenção de acesso vascular (preferencialmente dois acessos periféricos calibrosos), verificação da glicemia capilar e a rápida expansão volêmica com cristaloides isotônicos (20 mL/kg) são as medidas iniciais para estabilizar o paciente e reverter o choque.
Sinais de choque em crianças incluem taquicardia, taquipneia, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), extremidades frias, pulsos periféricos diminuídos, alteração do nível de consciência e, em estágios avançados, hipotensão.
A dose inicial recomendada para expansão volêmica em choque pediátrico é de 20 mL/kg de solução cristaloide isotônica (como cloreto de sódio 0,9%) administrada rapidamente, podendo ser repetida até a estabilização hemodinâmica.
A hipoglicemia é uma complicação comum e potencialmente grave em crianças doentes, especialmente em choque, e pode agravar o quadro clínico, necessitando de correção imediata para otimizar a função cerebral e metabólica.
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