Choque Séptico Pediátrico: Manejo Inicial e Prioridades

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020

Enunciado

Adolescente de 12 anos dá entrada na emergência pediátrica com história de febre há 1 dia e letargia. Na avaliação inicial, tem estado mental alterado, presença exantema purpúreo no tronco e rigidez de nuca. Tem frequência cardíaca de 55 bpm, frequência respiratória de 8 irpm, temperatura de 40°C e pressão arterial de 60x40 mmHg. Selecione a opção que corresponde ao próximo passo mais apropriado no tratamento desse paciente.

Alternativas

  1. A) Tomografia de Crânio urgente
  2. B) Intubação
  3. C) Realizar punção lombar
  4. D) Iniciar precocemente Ceftriaxona
  5. E) Iniciar precocemente Ceftriaxona, aciclovir e dexametasona.

Pérola Clínica

Adolescente com febre, letargia, exantema purpúreo, rigidez de nuca, bradicardia, hipotensão e FR baixa → Choque séptico com falência respiratória iminente = Intubação imediata.

Resumo-Chave

O paciente apresenta sinais de choque séptico grave (hipotensão, estado mental alterado, exantema purpúreo) e falência respiratória iminente (FR 8 irpm, bradicardia). A prioridade máxima é garantir a via aérea e a ventilação, o que neste cenário crítico exige intubação imediata.

Contexto Educacional

Este cenário descreve um adolescente em choque séptico grave, provavelmente de origem meníngea (febre, letargia, rigidez de nuca, exantema purpúreo). O choque séptico pediátrico é uma emergência médica com alta mortalidade, exigindo reconhecimento imediato e intervenção agressiva. A priorização das ações é crucial para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia do choque séptico envolve uma resposta inflamatória sistêmica desregulada a uma infecção, levando à disfunção orgânica. Os sinais vitais do paciente (FR 8 irpm, FC 55 bpm, PA 60x40 mmHg) indicam falência respiratória iminente e choque descompensado. A bradicardia em um paciente pediátrico chocado é um sinal ominoso de choque avançado e hipóxia grave. No manejo de emergência pediátrica, a abordagem segue o ABCDE. Neste caso, a via aérea (A) e a respiração (B) estão gravemente comprometidas. A intubação orotraqueal é a prioridade imediata para garantir a ventilação e oxigenação adequadas. Somente após a estabilização da via aérea e hemodinâmica (com fluidos e vasopressores, se necessário) deve-se prosseguir com investigações diagnósticas (como TC de crânio e punção lombar) e antibioticoterapia empírica de amplo espectro.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de choque séptico grave em crianças?

Sinais incluem alteração do estado mental, hipotensão, taquicardia (ou bradicardia em choque avançado), tempo de enchimento capilar prolongado, exantema purpúreo e sinais de disfunção orgânica.

Por que a intubação é a primeira prioridade neste caso?

O paciente apresenta frequência respiratória de 8 irpm e bradicardia, indicando falência respiratória iminente e choque descompensado. A intubação garante a via aérea, ventilação e oxigenação adequadas, estabilizando o paciente antes de outras intervenções.

Quando realizar a punção lombar em caso de suspeita de meningite?

A punção lombar deve ser realizada após a estabilização hemodinâmica e respiratória, e após descartar hipertensão intracraniana com TC de crânio, se houver sinais focais ou papiledema. Em caso de instabilidade, a PL é postergada.

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