HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Uma lactente de 1 ano e 3 meses acaba de internar na enfermaria com diagnóstico de Meningite Bacteriana. Chegou no Pronto Socorro Infantil há 6 horas com febre, cefaleia e vômitos há 6 horas, em bom estado geral, apresentava rigidez de nuca, FC 96, PA 80x60, tempo de enchimento capilar de 2 segundos, pele sem lesões. Colhido LCR com Células 1345, hemácias 10, com 85% de neutrófilos, 10% linfócitos e 5% de monócitos. Glicose de 35 (dextro de 120) e proteína de 120. Iniciada antibioticoterapia adequada logo antes de ser transferida para a enfermaria. Quais são os sinais e sintomas mais importantes para os quais a equipe da enfermaria deverá estar atenta:
Choque séptico pediátrico: petéquias, FC↑, diurese↓, TEC↑.
A evolução para choque séptico é uma complicação grave da meningite bacteriana. A equipe deve monitorar ativamente sinais de hipoperfusão e disfunção orgânica, como alterações cutâneas, cardíacas e renais, para intervenção precoce.
A meningite bacteriana é uma infecção grave das meninges, comum na pediatria, com alta morbimortalidade se não tratada prontamente. O diagnóstico precoce e a instituição de antibioticoterapia adequada são cruciais para o prognóstico. A suspeita diagnóstica baseia-se em sintomas como febre, cefaleia, vômitos e sinais meníngeos (rigidez de nuca). A análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) é fundamental, com achados típicos de pleocitose neutrofílica, hipoglicorraquia e hiperproteinorraquia. A principal complicação a ser monitorada é o choque séptico, caracterizado por disfunção orgânica induzida pela infecção. Sinais como petéquias, taquicardia, oligúria e tempo de enchimento capilar prolongado exigem intervenção imediata com fluidos e suporte hemodinâmico.
Os principais sinais incluem surgimento de petéquias, taquicardia, redução da diurese, tempo de enchimento capilar prolongado e alteração do nível de consciência.
O LCR com pleocitose neutrofílica (>85% neutrófilos), glicose baixa (35 mg/dL) e proteína elevada (120 mg/dL) é altamente sugestivo de meningite bacteriana.
A rigidez de nuca é um sinal meníngeo, e sua persistência isolada não é necessariamente um indicador direto de pior prognóstico neurológico ou necessidade de TC, mas deve ser avaliada no contexto clínico geral.
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