Choque Séptico em Lactentes: Conduta Imediata no PS

IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Lactente de 9 meses com quadro de febre há 3 dias, chega no pronto atendimento, sonolento, pouco responsivo, desidratado, FC 185 BPM, FR 55 IRPM, PA 75x 50mmHg, Sat 96%, extremidades frias e esforço respiratório leve. A conduta imediata ADEQUADA é:

Alternativas

  1. A) ventilação com pressão positiva com ambu e máscara, reposição volêmica com soro glicosado 5% in bolus de 10 - 20 ml/h e amina vasoativa;
  2. B) oxigênio inalatório, hidratação venosa de manutenção com soro glicosado 5% com necessidade hídrica diária e prescrição de antibiótico empírico;
  3. C) ventilação com pressão positiva com ambu e máscara, reposição volêmica com soro fisiológico 0,9% in bolus 10 - 20ml/kg e amina vasoativa;
  4. D) oxigênio inalatório, hidratação venosa de manutenção volêmica com soro fisiológico 0,9% com necessidade hídrica diária e prescrição de antibiótico;
  5. E) oxigênio inalatório, ressuscitação volêmica com soro fisiológico 0,9% in bolus 10 - 20ml/kg e prescrição de antibiótico empírico.

Pérola Clínica

Lactente chocado (sonolento, taquicárdico, hipotenso, extremidades frias) → O2, SF 0,9% 10-20ml/kg bolus, ATB empírico.

Resumo-Chave

O lactente apresenta sinais clássicos de choque (sonolência, taquicardia, hipotensão, extremidades frias, desidratação). A conduta inicial no choque séptico pediátrico foca em estabilização: oxigenação adequada, ressuscitação volêmica agressiva com soro fisiológico 0,9% em bolus e início precoce de antibioticoterapia empírica.

Contexto Educacional

O choque séptico em lactentes é uma emergência pediátrica grave que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para prevenir morbidade e mortalidade. Lactentes, especialmente os menores, podem apresentar sinais de choque de forma sutil e progredir rapidamente para descompensação. A febre, sonolência, taquicardia, hipotensão (sinal tardio e preocupante), extremidades frias e tempo de enchimento capilar prolongado são indicativos de um estado de choque. A conduta imediata no pronto atendimento foca na estabilização hemodinâmica e no combate à infecção. Isso inclui a oferta de oxigênio para garantir oxigenação adequada, a ressuscitação volêmica agressiva com bolus de soro fisiológico 0,9% (10-20 mL/kg, repetidos conforme a resposta) para restaurar a perfusão tecidual, e o início precoce de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, após a coleta de culturas, para cobrir os patógenos mais prováveis. É crucial evitar o uso de soro glicosado para ressuscitação volêmica inicial, pois pode agravar a hiponatremia e o edema cerebral em pacientes já comprometidos. A monitorização contínua dos sinais vitais, nível de consciência e débito urinário é essencial para guiar a terapia e identificar a necessidade de suporte adicional, como aminas vasoativas, caso a resposta aos fluidos seja insuficiente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de choque em um lactente?

Sinais incluem taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado (>2s), extremidades frias, hipotensão (sinal tardio), alteração do nível de consciência (sonolência, irritabilidade), oligúria e taquipneia.

Qual a conduta inicial para ressuscitação volêmica no choque pediátrico?

A conduta inicial é a administração de bolus de soro fisiológico 0,9% na dose de 10-20 mL/kg, repetindo conforme a resposta clínica, com monitorização rigorosa.

Por que a antibioticoterapia empírica é crucial no choque séptico pediátrico?

O início precoce de antibióticos de amplo espectro, após coleta de culturas, é fundamental para combater a infecção subjacente e melhorar o prognóstico, pois o atraso está associado a maior mortalidade.

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