UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
Lactente com choque séptico hipodinâmico compensado, não responsivo à infusão de 60 mL/kg de solução fisiológica intravenosa. A melhor conduta, nesse momento, é administração intravenosa de
Choque séptico pediátrico refratário a fluidos → Adrenalina IV (inotrópica).
Em choque séptico pediátrico hipodinâmico que não responde à ressuscitação volêmica adequada (60 mL/kg), a adrenalina em dose inotrópica é o vasopressor de escolha para melhorar a contratilidade miocárdica e o débito cardíaco.
O choque séptico em pediatria é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção agressiva para prevenir morbidade e mortalidade. O manejo inicial foca na estabilização hemodinâmica, sendo a ressuscitação volêmica com bolus de cristaloides a primeira e mais importante etapa. No entanto, uma parcela significativa dos pacientes pode não responder adequadamente à reposição volêmica inicial, caracterizando um choque refratário a fluidos. No cenário de choque séptico hipodinâmico compensado que não responde a 60 mL/kg de solução fisiológica, a disfunção miocárdica é uma preocupação. Nesses casos, a escolha do vasopressor é crucial. A adrenalina (epinefrina) é o agente de primeira linha recomendado para choque séptico pediátrico com perfil hipodinâmico, pois possui potentes efeitos inotrópicos (aumenta a contratilidade cardíaca) e cronotrópicos, além de efeitos vasopressores (alfa-adrenérgicos). A dopamina, embora inotrópica, é menos potente que a adrenalina e não é mais considerada o vasopressor de primeira linha para choque séptico pediátrico. A noradrenalina é preferida em choques sépticos hiperdinâmicos ou com predominância de vasodilatação. A vasopressina é um agente de segunda linha, geralmente adicionado em choque refratário a catecolaminas. Portanto, a adrenalina em dose inotrópica é a conduta mais apropriada para otimizar o débito cardíaco e a perfusão tecidual neste cenário clínico.
Sinais incluem taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), pulsos periféricos diminuídos, extremidades frias, e pressão arterial ainda mantida.
A adrenalina tem efeitos alfa e beta-adrenérgicos, promovendo tanto vasoconstrição quanto aumento da contratilidade miocárdica (efeito inotrópico), o que é crucial em choques com disfunção miocárdica.
A ressuscitação volêmica agressiva é a primeira linha de tratamento para restaurar a pré-carga e a perfusão tecidual, sendo fundamental antes da introdução de vasopressores.
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