SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020
Paciente de 2 anos, internado há 24 horas, com quadro de pneumonia, evoluiu com sinais de choque séptico. Após receber 60mL/kg de expansão volêmica com cloreto de sódio 0,9%, ele se mantém prostrado, taquicárdico, oligúrico, com perfusão periférica lentificada e extremidades frias, porém com pressão arterial dentro dos limites da normalidade. A droga vasoativa mais indicada, nesse momento, é:
Choque séptico pediátrico "frio" (extremidades frias) com PA normal após fluidos → Adrenalina.
Em choque séptico pediátrico com extremidades frias e pressão arterial normal após expansão volêmica adequada, a adrenalina é a droga vasoativa de primeira escolha, pois atua tanto na contratilidade miocárdica quanto na vasoconstrição.
O choque séptico pediátrico é uma emergência médica grave, caracterizada por disfunção circulatória aguda que resulta em perfusão tecidual inadequada. Após a estabilização inicial das vias aéreas e respiração, a expansão volêmica agressiva com cristaloides (60 mL/kg ou mais) é a primeira linha de tratamento para restaurar o volume intravascular. No entanto, se após a expansão volêmica adequada o paciente pediátrico mantiver sinais de má perfusão (extremidades frias, tempo de enchimento capilar lentificado, oligúria, prostração), mesmo com pressão arterial dentro dos limites da normalidade (choque compensado), a introdução de drogas vasoativas é imperativa. A escolha da droga vasoativa depende do perfil hemodinâmico do choque. Em crianças com choque séptico "frio" (caracterizado por extremidades frias, pulsos finos e TPC prolongado), a adrenalina é a droga de primeira escolha. Ela possui efeitos alfa-adrenérgicos (vasoconstrição) e beta-adrenérgicos (aumento da contratilidade miocárdica e frequência cardíaca), sendo eficaz para melhorar o débito cardíaco e a perfusão sistêmica. A noradrenalina seria mais indicada para choque "quente" (extremidades quentes, pulsos amplos) ou choque hipotensivo refratário.
A adrenalina é indicada no choque séptico pediátrico, especialmente no perfil "frio" (extremidades frias, má perfusão), após expansão volêmica adequada, mesmo que a pressão arterial esteja normal. Ela melhora a contratilidade e a vasoconstrição.
O choque "frio" é caracterizado por extremidades frias, pulsos finos e tempo de enchimento capilar prolongado, indicando baixa perfusão. O choque "quente" apresenta extremidades quentes, pulsos amplos e TPC rápido, sugerindo vasodilatação periférica.
A expansão volêmica inicial é crucial para restaurar o volume intravascular e a perfusão tecidual. É a primeira linha de tratamento, administrando cristaloides rapidamente para corrigir a hipovolemia antes de considerar drogas vasoativas.
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