UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
Pré-escolar, feminino, 2 anos, apresenta febre há 3 dias, tosse com catarro, dificuldade para respirar, diminuição da aceitação alimentar e prostração.Exame físico: mau estado geral, apática, gemente, com batimento de aletas nasais, pálida, com livedo reticulado e febril (38,5.C). FR: 60 irpm. FC: 160 bpm. PA: 65 x 30 mmHg. SatO2: 92% em ar ambiente. AR: crepitação em hemitórax direito e tiragem intercostal e subdia fragmática. ACV: bulhas rítmicas e taquicárdicas, sem sopros. Abdome: plano, indolor com fígado no rebordo costal direito. Extremidades: frias, tempo de enchimento capilar de 6 seg. Foi administrado antitérmico e o quadro não se alterou.Qual é o diagnóstico e quais são as condutas imediatas?
Criança com febre, infecção pulmonar e sinais de hipoperfusão → Choque Séptico = Acesso vascular + fluidos 10-20 mL/kg.
O quadro clínico da criança (febre, sinais de infecção pulmonar, taquicardia, hipotensão, TEC prolongado, extremidades frias, livedo reticulado) é altamente sugestivo de choque séptico. A conduta inicial é estabelecer acesso vascular e iniciar a reposição volêmica agressiva com cristaloides.
O choque séptico pediátrico é uma emergência médica grave, caracterizada por disfunção orgânica induzida por infecção, resultando em hipoperfusão tecidual. Em crianças, a pneumonia é uma causa comum de sepse e choque. O reconhecimento precoce dos sinais de choque é vital, pois a hipotensão é um sinal tardio e indica choque descompensado. A taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado, extremidades frias/quentes e alteração do nível de consciência são indicadores mais precoces. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de infecção (neste caso, pneumonia com crepitações) e sinais de hipoperfusão. A criança do enunciado apresenta todos os critérios para choque séptico: febre, foco infeccioso pulmonar, taquicardia, hipotensão, livedo reticulado e TEC prolongado. A prostração e gemência indicam gravidade. As condutas imediatas são cruciais e devem seguir a sequência ABCDE. Após garantir via aérea e ventilação, o estabelecimento de acesso vascular é prioritário para iniciar a fluidoterapia agressiva. A administração de bolus de cristaloide de 10-20 mL/kg em 5-20 minutos é a pedra angular do tratamento inicial do choque séptico, visando restaurar a perfusão. Antibióticos de amplo espectro devem ser iniciados o mais rápido possível após a coleta de culturas.
Os principais sinais de choque em crianças incluem taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), extremidades frias ou quentes, livedo reticulado, alteração do nível de consciência e hipotensão (sinal tardio).
A conduta inicial envolve garantir via aérea e ventilação, estabelecer acesso vascular (preferencialmente dois), iniciar fluidoterapia agressiva com bolus de cristaloide (10-20 mL/kg em 5-20 minutos) e administrar antibióticos de amplo espectro.
No choque séptico, a resposta inicial à fluidoterapia é geralmente positiva, e o débito cardíaco pode estar normal ou aumentado (choque quente) ou diminuído (choque frio). No choque cardiogênico, há sinais de congestão pulmonar ou sistêmica, e a fluidoterapia excessiva pode piorar o quadro.
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