São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023
Assinale a alternativa correta sobre choque séptico na criança:
No choque séptico pediátrico, monitorar FC, FR, PA, débito urinário e status neurológico é crucial para guiar o tratamento.
A avaliação contínua de parâmetros clínicos como frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial, débito urinário e nível de consciência é fundamental no manejo do choque séptico pediátrico. Esses indicadores fornecem informações rápidas sobre a resposta do paciente à terapia e a necessidade de ajustes.
O choque séptico pediátrico é uma condição de emergência médica grave, caracterizada por disfunção circulatória e celular induzida por infecção, resultando em hipoperfusão tecidual e disfunção orgânica. É uma das principais causas de morbidade e mortalidade em crianças, exigindo reconhecimento rápido e intervenção agressiva. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória sistêmica desregulada à infecção, levando a vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar e disfunção miocárdica. O diagnóstico e o manejo do choque séptico pediátrico são guiados por critérios clínicos e laboratoriais. A avaliação inicial deve seguir o ABCDE, com foco na estabilização hemodinâmica. A monitorização contínua de parâmetros clínicos é fundamental para guiar a ressuscitação. Isso inclui a avaliação da frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial (com atenção à pressão arterial média), tempo de enchimento capilar, débito urinário e nível de consciência. Esses indicadores fornecem informações em tempo real sobre a adequação da perfusão e a resposta ao tratamento. O tratamento envolve ressuscitação volêmica agressiva com cristaloides, administração precoce de antibióticos de amplo espectro, e uso de vasopressores (como norepinefrina ou dopamina) se o choque persistir após a reposição volêmica. A monitorização invasiva (pressão venosa central, pressão arterial invasiva) pode ser necessária em casos refratários, mas os critérios clínicos permanecem a base do seguimento. Protocolos de reconhecimento precoce e manejo padronizado demonstraram melhorar significativamente os desfechos.
Os principais parâmetros incluem frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial, tempo de enchimento capilar, débito urinário, temperatura, e nível de consciência (status neurológico).
A monitorização contínua permite avaliar a resposta do paciente às intervenções terapêuticas, como a administração de fluidos e vasopressores, e identificar precocemente a deterioração clínica, possibilitando ajustes rápidos no tratamento.
O débito urinário é um indicador sensível da perfusão renal e sistêmica. Um débito urinário adequado (geralmente > 1 mL/kg/hora) sugere boa perfusão, enquanto a oligúria pode indicar hipoperfusão e a necessidade de otimização hemodinâmica.
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