HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023
Em relação ao choque séptico pediátrico, pode-se afirmar que:
Choque séptico pediátrico: diurese é parâmetro vital; expansão volêmica precoce, não esperar hipotensão; exames antes do ATB.
No choque séptico pediátrico, a avaliação da diurese é um parâmetro essencial de perfusão. A expansão volêmica deve ser iniciada precocemente, antes da instalação da hipotensão, que é um sinal tardio. Exames laboratoriais devem ser coletados antes da primeira dose de antibiótico para guiar o tratamento.
O choque séptico pediátrico é uma condição grave e com alta mortalidade, exigindo reconhecimento e intervenção rápidos. É uma resposta sistêmica desregulada a uma infecção, levando à disfunção orgânica. A epidemiologia mostra que é uma das principais causas de mortalidade infantil em UTIs. A identificação precoce de sinais de má perfusão, como tempo de enchimento capilar prolongado, pulsos débeis e alteração do estado mental, é fundamental. A fisiopatologia envolve uma complexa interação entre o patógeno e a resposta imune do hospedeiro, resultando em vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar e disfunção miocárdica. No choque séptico pediátrico, a hipotensão é um sinal tardio, pois as crianças mantêm a pressão arterial por mais tempo através de mecanismos compensatórios. Portanto, a suspeita deve ser baseada em outros sinais de má perfusão. O tratamento inicial é agressivo e inclui a expansão volêmica com cristaloides (bolus de 10-20 mL/kg), coleta de exames laboratoriais (hemocultura, lactato, gasometria) antes da administração de antibióticos de amplo espectro, e suporte vasopressor se houver falha na resposta aos fluidos. A avaliação contínua da diurese, nível de consciência e perfusão periférica é essencial para monitorar a resposta ao tratamento e guiar as intervenções.
A diurese é um indicador crucial da perfusão renal e sistêmica. Uma diurese adequada (geralmente >1 mL/kg/h) sugere boa perfusão, enquanto a oligúria ou anúria indica hipoperfusão e piora do choque.
A expansão volêmica deve ser iniciada o mais precocemente possível, assim que o choque é suspeito, mesmo antes da hipotensão, que é um sinal tardio e grave de descompensação em crianças.
Crianças possuem mecanismos compensatórios robustos (aumento da frequência cardíaca e vasoconstrição periférica) que mantêm a pressão arterial por mais tempo. A hipotensão indica falha desses mecanismos e choque descompensado.
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