Choque Séptico Pediátrico: Diagnóstico e Manejo Essencial

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023

Enunciado

Em relação ao choque séptico pediátrico, pode-se afirmar que:

Alternativas

  1. A) A expansão volêmica em pacientes menores de 1 ano não é recomendada devido ao grande risco de edema pulmonar
  2. B) Os Exames laboratoriais devem ser coletados apenas após a realização da primeira dose de antibiótico
  3. C) A expansão volêmica deve ser iniciada quando o paciente cursar com hipotensão
  4. D) Avaliação de diurese é um importante parâmetro de avaliação do choque séptico
  5. E) A hemotransfusão está indicada apenas se paciente não tiver resposta às medidas de expansão volêmica

Pérola Clínica

Choque séptico pediátrico: diurese é parâmetro vital; expansão volêmica precoce, não esperar hipotensão; exames antes do ATB.

Resumo-Chave

No choque séptico pediátrico, a avaliação da diurese é um parâmetro essencial de perfusão. A expansão volêmica deve ser iniciada precocemente, antes da instalação da hipotensão, que é um sinal tardio. Exames laboratoriais devem ser coletados antes da primeira dose de antibiótico para guiar o tratamento.

Contexto Educacional

O choque séptico pediátrico é uma condição grave e com alta mortalidade, exigindo reconhecimento e intervenção rápidos. É uma resposta sistêmica desregulada a uma infecção, levando à disfunção orgânica. A epidemiologia mostra que é uma das principais causas de mortalidade infantil em UTIs. A identificação precoce de sinais de má perfusão, como tempo de enchimento capilar prolongado, pulsos débeis e alteração do estado mental, é fundamental. A fisiopatologia envolve uma complexa interação entre o patógeno e a resposta imune do hospedeiro, resultando em vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar e disfunção miocárdica. No choque séptico pediátrico, a hipotensão é um sinal tardio, pois as crianças mantêm a pressão arterial por mais tempo através de mecanismos compensatórios. Portanto, a suspeita deve ser baseada em outros sinais de má perfusão. O tratamento inicial é agressivo e inclui a expansão volêmica com cristaloides (bolus de 10-20 mL/kg), coleta de exames laboratoriais (hemocultura, lactato, gasometria) antes da administração de antibióticos de amplo espectro, e suporte vasopressor se houver falha na resposta aos fluidos. A avaliação contínua da diurese, nível de consciência e perfusão periférica é essencial para monitorar a resposta ao tratamento e guiar as intervenções.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da diurese na avaliação do choque séptico pediátrico?

A diurese é um indicador crucial da perfusão renal e sistêmica. Uma diurese adequada (geralmente >1 mL/kg/h) sugere boa perfusão, enquanto a oligúria ou anúria indica hipoperfusão e piora do choque.

Quando a expansão volêmica deve ser iniciada no choque séptico pediátrico?

A expansão volêmica deve ser iniciada o mais precocemente possível, assim que o choque é suspeito, mesmo antes da hipotensão, que é um sinal tardio e grave de descompensação em crianças.

Por que a hipotensão é um sinal tardio no choque séptico pediátrico?

Crianças possuem mecanismos compensatórios robustos (aumento da frequência cardíaca e vasoconstrição periférica) que mantêm a pressão arterial por mais tempo. A hipotensão indica falha desses mecanismos e choque descompensado.

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