Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
Em relação ao choque séptico pediátrico, pode-se afirmar que:
Choque séptico pediátrico: taquicardia é sinal precoce e compensatório; hipotensão é sinal tardio de descompensação grave.
Em crianças, o choque séptico inicialmente se manifesta com taquicardia como mecanismo compensatório para manter o débito cardíaco. A hipotensão arterial é um sinal tardio e grave, indicando falha dos mecanismos compensatórios e choque descompensado, o que exige intervenção imediata e agressiva.
O choque séptico pediátrico é uma emergência médica grave que exige reconhecimento e tratamento imediatos para evitar a progressão para disfunção de múltiplos órgãos e morte. Em pediatria, o diagnóstico de choque pode ser desafiador, pois as crianças possuem uma capacidade fisiológica de compensação superior à dos adultos. Isso significa que a hipotensão arterial, um sinal clássico de choque em adultos, é um achado tardio em crianças, indicando um choque descompensado e grave. Os sinais precoces de choque séptico em crianças incluem taquicardia persistente (o mais comum e precoce), tempo de enchimento capilar prolongado, pulsos periféricos fracos ou filiformes, extremidades frias ou quentes (dependendo do tipo de choque), alteração do nível de consciência e diminuição do débito urinário. A identificação desses sinais é crucial para iniciar a expansão volêmica e a antibioticoterapia de amplo espectro nas primeiras horas, a chamada 'hora de ouro'. O manejo do choque séptico pediátrico envolve a rápida administração de fluidos intravenosos (expansão volêmica), antibioticoterapia empírica precoce, suporte vasoativo se necessário (após a expansão volêmica adequada) e monitorização contínua de parâmetros hemodinâmicos e de perfusão. O débito urinário é um indicador vital da resposta à terapia, sendo um alvo manter > 1 mL/kg/hora. A espera por exames laboratoriais para iniciar antibióticos ou a restrição de fluidos por medo de edema pulmonar são erros comuns que podem piorar o prognóstico.
Os sinais precoces incluem taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), pulsos periféricos diminuídos, extremidades frias ou quentes, alteração do nível de consciência e débito urinário reduzido. A hipotensão é um sinal tardio.
Crianças possuem mecanismos compensatórios robustos, como o aumento da frequência cardíaca e da resistência vascular sistêmica, que permitem manter a pressão arterial por mais tempo. A hipotensão indica que esses mecanismos falharam e o choque está descompensado, com alto risco de parada cardiorrespiratória.
O débito urinário é um excelente indicador da perfusão renal e do estado volêmico. Um débito urinário < 1 mL/kg/hora em crianças é um sinal de má perfusão e disfunção orgânica, sendo um critério importante na avaliação e monitorização do choque.
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