Choque Séptico 2024: Critérios e Definição Cardiovascular

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025

Enunciado

Ainda em relação à questão anterior. A nova definição de sepse e choque séptico de 2024 define choque séptico como sepse com pelo menos um ponto na avaliação de disfunção cardiovascular. As variáveis incluídas nesta avaliação são:

Alternativas

  1. A) Frequência cardíaca e pressão arterial média.
  2. B) Lactato e pressão arterial média.
  3. C) Frequência cardíaca e lactato.
  4. D) Frequência cardíaca e tempo de enchimento capilar.

Pérola Clínica

Choque Séptico (Phoenix 2024) = Sepse + ≥1 ponto cardiovascular (Lactato > 2 mmol/L ou necessidade de vasopressor).

Resumo-Chave

A nova definição de 2024 (Phoenix) simplifica o diagnóstico de choque séptico ao exigir apenas a presença de disfunção cardiovascular (hipotensão ou hiperlactatemia) em um paciente já identificado com sepse.

Contexto Educacional

A atualização dos critérios de sepse e choque séptico em 2024, particularmente através do estudo Phoenix para pediatria, representa uma mudança de paradigma ao focar em dados clínicos e laboratoriais de fácil obtenção que correlacionam diretamente com a mortalidade. A disfunção cardiovascular é o pilar do choque, e sua identificação não depende mais de critérios complexos de SIRS, mas sim da evidência de falência circulatória ou metabólica. Na prática clínica, o médico deve monitorar rigorosamente a PAM e o lactato em qualquer paciente com suspeita de infecção grave. A presença de um lactato elevado (≥ 2 mmol/L) em um paciente séptico é suficiente para classificar o quadro como choque séptico, exigindo ressuscitação volêmica imediata e, se necessário, início precoce de aminas vasoativas para restaurar a homeostase hemodinâmica.

Perguntas Frequentes

O que mudou na definição de choque séptico em 2024?

A principal mudança, consolidada pelos critérios Phoenix, foca na identificação de disfunção orgânica através de um sistema de pontuação simplificado. No contexto cardiovascular, o choque séptico é definido pela presença de sepse associada a pelo menos um ponto na categoria cardiovascular. Isso significa que o paciente deve apresentar ou hipotensão arterial (PAM abaixo do percentil para idade) ou níveis de lactato sérico elevados (≥ 2 mmol/L), ou a necessidade de suporte vasoativo. Essa abordagem visa identificar precocemente o estado de hipoperfusão tecidual, mesmo antes da falência circulatória franca, permitindo intervenções terapêuticas mais ágeis e direcionadas.

Qual a importância do lactato na nova definição de choque?

O lactato sérico é um marcador biológico de hipóxia tecidual e disfunção metabólica. Na definição de 2024, ele assume papel central como critério independente para pontuação de disfunção cardiovascular. Um valor de lactato ≥ 2 mmol/L indica que, apesar de uma pressão arterial possivelmente normal (choque compensado), as células já sofrem com a oferta inadequada de oxigênio ou incapacidade de utilização. Portanto, a hiperlactatemia é um sinal de alerta precoce para gravidade e risco de mortalidade, sendo fundamental para o diagnóstico de choque séptico mesmo na ausência de hipotensão severa imediata.

Como a Pressão Arterial Média (PAM) é utilizada no escore Phoenix?

A PAM é utilizada como um indicador direto da perfusão sistêmica. No escore Phoenix, a pontuação cardiovascular é atribuída quando a PAM cai abaixo de limites específicos ajustados para a idade do paciente. Diferente de definições anteriores que focavam apenas na pressão sistólica, a PAM oferece uma visão mais global da pressão de perfusão dos órgãos. Se a PAM estiver reduzida ou se houver necessidade de drogas vasoativas para mantê-la em níveis adequados, o paciente pontua para disfunção cardiovascular, o que, somado ao quadro infeccioso, caracteriza o choque séptico.

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