Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2022
Sobre as recomendações do protocolo da Surviving Sepsis Campaign pediátrica quanto ao início da antibioticoterapia, assinale a alternativa correta.
Choque séptico pediátrico → ATB em 1 hora após reconhecimento (SSC).
O tempo é crítico no choque séptico pediátrico. A administração precoce de antibióticos de amplo espectro, idealmente dentro de uma hora após o reconhecimento do choque, está associada a melhores desfechos, reduzindo a mortalidade e a progressão da disfunção orgânica.
O choque séptico pediátrico é uma emergência médica caracterizada por sepse com disfunção cardiovascular, que pode levar rapidamente à falência de múltiplos órgãos e morte. A epidemiologia mostra que a sepse é uma das principais causas de mortalidade infantil globalmente, tornando seu reconhecimento e manejo precoces cruciais para a sobrevivência e redução de sequelas. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória desregulada à infecção, resultando em vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar e disfunção miocárdica. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios de SIRS (Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica) na presença de infecção e sinais de disfunção orgânica, especialmente cardiovascular. A suspeita deve ser alta em crianças com febre, taquicardia, alteração do estado mental e sinais de má perfusão. O tratamento inicial do choque séptico pediátrico, conforme as diretrizes da Surviving Sepsis Campaign, enfatiza a reanimação volêmica agressiva, o uso de vasopressores se necessário e, fundamentalmente, a administração de antibióticos de amplo espectro dentro da primeira hora após o reconhecimento do choque. A escolha do antibiótico deve cobrir os patógenos mais prováveis, e a terapia deve ser desescalonada assim que culturas e sensibilidade estiverem disponíveis. O prognóstico melhora significativamente com a intervenção rápida e adequada.
De acordo com a Surviving Sepsis Campaign, a antibioticoterapia deve ser iniciada idealmente dentro de 1 hora após o reconhecimento do choque séptico em crianças, visando otimizar os desfechos clínicos.
No choque séptico, a urgência é maior, com recomendação de antibióticos em 1 hora. Na sepse sem choque, embora a precocidade seja importante, o prazo pode ser estendido para 3 horas em alguns contextos, se não houver sinais de choque.
Os sinais incluem taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), pulsos periféricos diminuídos, extremidades frias, hipotensão (sinal tardio), alteração do estado mental e oligúria.
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