PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Paciente de cinco anos de idade, dá entrada no Pronto Atendimento, em estado de choque séptico, caracterizado por rubor das extremidades, enchimento capilar de 2 segundos, pulsos cheios, pressão arterial diminuída e baixo débito urinário. Foi iniciado prontamente reposição volêmica com solução fisiológica sem resposta. O próximo passo é INICIAR:
Choque séptico pediátrico refratário a fluidos com choque 'quente' → Noradrenalina.
Em choque séptico pediátrico com sinais de choque 'quente' (extremidades quentes, pulsos cheios, TPC normal/rápido) e hipotensão persistente após fluidoterapia, a noradrenalina é o vasopressor de escolha para aumentar a resistência vascular sistêmica e a pressão arterial.
O choque séptico pediátrico é uma emergência médica grave, caracterizada por disfunção circulatória aguda induzida por infecção, sendo uma das principais causas de mortalidade infantil. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são cruciais para melhorar o prognóstico, exigindo uma abordagem sistemática e baseada em protocolos. O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos de sepse associados a sinais de hipoperfusão. A apresentação pode variar entre choque 'quente' (distributivo, com extremidades quentes e pulsos cheios) e choque 'frio' (cardiogênico, com extremidades frias e pulsos débeis). A fisiopatologia envolve vasodilatação, disfunção miocárdica e aumento da permeabilidade capilar, levando à má distribuição do fluxo sanguíneo. O tratamento inicial consiste em estabilização das vias aéreas e respiração, seguido de reposição volêmica agressiva com cristaloides. Se houver falha na resposta aos fluidos e persistência da hipotensão, a introdução de vasopressores é indicada. A noradrenalina é a droga de primeira escolha para o choque séptico 'quente' devido ao seu efeito vasoconstritor predominante, visando restaurar a pressão de perfusão.
Os sinais incluem extremidades quentes, pulsos cheios e tempo de enchimento capilar normal ou rápido, apesar da hipotensão e baixo débito urinário, indicando um choque distributivo.
A noradrenalina é preferida por sua potente ação alfa-adrenérgica, promovendo vasoconstrição e aumentando a resistência vascular sistêmica, o que eleva a pressão arterial em choques distributivos.
A conduta inicial é a reposição volêmica agressiva com cristaloides isotônicos, em bolus de 20 mL/kg, reavaliando a cada bolus e monitorando a resposta clínica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo